Crianças e Aventuras: 6 Dicas para começar tudo do jeito certo.

Desde que o Thomas nasceu tenho descoberto o quão maravilhoso é ser pai. O fato de perceber a cada semana o desenvolvimento de uma criança é uma sensação única, pois mostra o quanto é especial o ser humano.

Contudo, desde que minha esposa anunciou que estava grávida, um rápido pensamento sempre passava em minha cabeça sobre o que aconteceria em minha vida após o nascimento do bebê – Será que não faria mais caminhadas? Será que ele se adaptaria a aventuras como às que fazia antes de nascer?

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Passado quase um ano desde seu nascimento pude perceber muita coisa, mas a principal, é que adaptação da nossa família foi super tranqüila.

Abaixo separei 6 dicas que pude perceber que ajudou muito em nossa adaptação, algumas mais concretas outras mais subjetivas e que podem ser adequadas a realidade da maioria das pessoas.

  1. Faça que à aventura seja normal na vida da criança. Acho que essa é a principal dica, pois passa a fazer parte da cultura família, portanto se a criança crescer em um ambiente onde acampar, fazer caminhadas, viajar for algo normal, logo ela terá o mesmo prazer que seus pais e saberá desde crianças distinguir o certo do errado, através da vivência.
  2. Tenha com que sua aventura seja confortável e divertida. Outra dica fundamental, de nada adianta acampar se as lembranças da criança forem de algo desconfortável e chato. Nas lojas especializadas é possível comprar todo o equipamento para camping e caminhada que imaginas, desde sacos de dormir infantil, há botas, passando por jaquetas impermeáveis e roupas próprias para o frio. Não se esqueça de criar um ambiente cheio de brincadeiras e passeios.
  3. Vá de devagar. Se você estava acostumado a andar 15km por dia (a pé) ou 700km (de carro) reduza esse ritmo pela metade, para que a criança possa se acostumar e para que você dedique tempo suficiente às suas necessidades.
  4. Priorize as atividades em família e não a sua predileta. Troquei aquelas travessias de 60km e de vários dias por pequenos passeios tipo “bate volta”. Foi minha melhor decisão. Nesse período o Thomas já esteve em Monte Verde, Guarujá, Atibaia, Paraty, inúmeros parques em São Paulo e arredores e é perceptível sua admiração pelas árvores ao vento, folhas e flores e claro, terra e barro.
  5. Não se esqueça de quem é! No tópico acima citei a importância de valorizar as atividades em família, mas isso não que dizer que deva deixar todo seu potencial de lado e esquecer quem é. Planeje em família quais serão as aventuras que devem ser feitas em família e as que serão sem as crianças para que todos possam continuar a desfrutar de suas modalidades predileta.
  6. Otimize as viagens. Uma viagem com criança nem sempre é uma tarefa fácil, mas um bom planejamento pode evitar diversos problemas, até já citamos em diversos posts aqui no blog como lidar em situações de emergência ou dicas para o que fazer dentro do carro, mas podemos resumir tudo em quase apenas uma palavra – Planejamento. Planeje à viagem nos menores detalhes, dando importância para alimentação, paradas, segurança e diversão.

Cadeirinhas: Cuidados com as Crianças!

via: Bombeiros em Ação

A lei, ao prever a utilização de cadeiras de segurança por crianças até 4 anos dá um grande passo para proteger as crianças ocupantes de veículos. Anualmente cerca de 1.200 crianças até 14 anos morrem e 6.600 são hospitalizadas anualmente vítimas de acidentes de carro.

Estudos comprovam que o uso correto do dispositivo de segurança reduz o risco de morte em até 71%.

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Outro ponto importante que deve ser ressaltado é o uso de cinto de segurança no banco de trás. Apesar de ser obrigatório desde 1997, ano de promulgação do CTB, praticamente não é usado pela população.

Do total de mortes de crianças até 14 anos como ocupantes de veículos, 41% tem entre 10 e 14 anos, ou seja, idade que deveriam usar o cinto de segurança.

A CRIANÇA SEGURA Safe Kids Brasil, organização não governamental, atuante no Brasil desde 2001 apóia este projeto de lei e articula junto aos legisladores algumas mudanças de extrema importância como, por exemplo:

  1. Obrigatoriedade do Selo do INMETRO: É fundamental que as cadeiras de segurança utilizadas tenham o Selo de Certificação de Padrões de Segurança Brasileiro do INMETRO. O Brasil possui a norma NBR 14.400, que estabelece os requisitos de segurança de dispositivos de retenção para crianças em veículos (cadeira e assento de segurança). É importante que a lei seja aprovada com a inclusão da obrigatoriedade do Selo do INMETRO pois, caso contrário, isto poderá fomentar a indústria de equipamentos que não protegem as crianças em caso de acidentes.
  2. Ampliação da lei – Tipo de Cadeira de Segurança por Peso e Idade: De acordo com estudos científicos, a criança deve utilizar um sistema de retenção diferente do cinto de segurança até completar os 36 kgs, aproximadamente 10 anos, conforme segue:
  • Crianças até 9 kgs ou 1 ano de idade: Cadeira do tipo bebê-conforto, de costas para o movimento, no banco de trás do automóvel.
  • Crianças de 9 a 18 kgs / Aproximadamente de 1 a 4 anos de idade: Cadeira de Segurança voltada para a frente, no banco de trás no automóvel.
  • Crianças de 18 a 36 kgs / Aproximadamente 4 a 10 anos de idade: Assento de elevação (ou “booster”), no banco traseiro com cinto de três pontos. O assento de segurança, ao elevar a criança,  faz com que o cinto de 3 pontos do carro passe nos locais corretos do corpo da criança: pelo centro do ombro e peito e sobre os quadris.
  • Acima de 36 kgs e no mínimo 1.45 m de altura / Aproximadamente 10 anos de idade: cinto de 3 pontos do veículo no banco de trás.

A criança não tem responsabilidade sobre ela, então a decisão é sua o dever é seu!

Caminhada com crianças: Com quanto anos começar?

Caminhar com crianças já é uma baita aventura, mas sempre me perguntam: Qual a melhor idade para começar a fazer caminhadas de aventura com crianças?

Geralmente quando me perguntam isso, ou é porque a pessoa quer fazer caminhadas maiores do que o indicado,  como trilhas em parques e montanhas ou porque já fez e não teve uma experiência agradável em caminhadas, o fato é, nenhuma das duas opções são as melhores  formas de se começar a fazer caminhada.

Minha resposta para essa pergunta é simples: Para onde você quer ir?

Isso porque fazer caminhadas de aventura com crianças, não necessariamente precisa ser uma com um alto nível de dificuldades, temos inúmeros exemplos de aventura próximas de São Paulo que não passam de 2 ou 3 km de distancia e sem quase nenhum desnível e que pode proporcionar “aventuras“ dignas para a maioria das crianças e adolescentes, um exemplo é a região de Alphaville, Santana de Parnaíba e Aldeia da Serra com suas inúmeras ladeiras, parques e passeios em meio ao verde da região.

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Faça do seu um filho um aventureiro:

  • Como preparar a criança para caminhada? Se você (como eu) acha importante que seu filho tenha uma vida com atividades ao “ar livre” comece explorando – a pé – seu próprio bairro. Vá até o parque a pé, passeei de bicicleta, descubra seu bairro e suas as árvores, pássaros, insetos e formigas que vivem seu redor, enfim, crie aventuras próximas de casa para que a criança vá se habituando e desenvolvendo a curiosidade e resistência física para outras aventuras.
  • O que levar? Em geral, não precisa levar nada. Se a criança é muito pequena leve os apetrechos básicos, um pouco de brinquedo para distrair, mas a idéia central é que acriança possa sentir prazer em caminhar ao lado dos pais, nem que seja para dar uma volta dentro do parque.
  • O que fazer? Na seção Diversão para a garotada há diversas de dicas de brincadeiras e atividades, mas vele desde observar os pássaros, tentar descobrir para onde vão as formigas, até (no caso de crianças maiores) o que tem do outro lado do parque, dá montanha, ou do lago, o importante é perceber o interesse da criança e criar desafios compatíveis com sua idade e resistência física.
  • Finalmente, com que idade começar? Pode parecer simples a pergunta, mas não é, porque depende muito do perfil de “segurança” dos pais e do modo de criação, mas nosso filho fez sua primeira viagem aos 12 dias e sua primeira caminhada aos 8 meses (a bordo de canguru, é claro) , mas podemos dizer que desde que nasceu já fazia aventuras, mesmo que dentro do seu carrinho de bebê.

Essa questão de segurança é um assunto muito discutido entre pais e especialistas, já que não há como definir o que é seguro e bom para todos, pois cada família tem sua forma de ver, vivenciar e definir o que é seguro.

O que podemos definir é que o bom senso é a forma mais segura de introduzir as crianças em caminhadas, mas a regra geral é a seguinte:

  1. De 0 à 4 anos: Caminhas dentro de parques urbanos, no bairro em que mora, sítios, fazendas, sempre acompanhadas bem de perto pelos pais.
  2. De 4 à 8 anos: Acantonamentos e caminhadas maiores dentro de parques como o Ibirapuera, Cantareira (SP), a Tijuca, Urca (RJ), e outras pequenas aventuras em áreas verdes.
  3. De 8 à 12 anos: Trilhas de um dia (5km) já são possíveis e acampamentos de final de semana são os mais indicados.
  4. De 12 à 15 anos: Caminhadas médias (10km) e pequenas competições, escalada outros esportes “ao ar livre”.
  5. De 15 à adulto: Agora ninguém segura mais essa turma, pois possuem resistência física, determinação e um espírito desbravador típico da idade, nesse período o mais importante é o desenvolvimento das noções de segurança, para evitar acidentes mais graves.

image_thumb[8] Um caso interessante é o do garoto americano Jordan Romeiro, que se tornou a pessoa mais jovem a fazer o cume do Aconcágua (caminhada em alta montanha pesada até para pessoas bem experientes) e a disputar a corrida (contra quem é outra história) para conquistar os 7 cumes mais alto do mundo, entre eles o Everest. Jordan diz que o incentivo dos pais foi fundamental para conquistar as montanhas e passar a gostar dessa modalidade de alpinismo. – por Levi Rodrigues

Quedas: Como evitar que as crianças se machuquem

Crianças sofrem muitas quedas, seja porque são auto-confiantes demais ou por falta de atenção. Em hospitais e prontos socorros, quedas significam boa parte das consultas dos médicos, normalmente causadas por tropeços em objetos dentro de casa ou na rua, quedas de locais mais altos como pedras, cadeiras e mesas e trombadas.

A maioria das quedas e pancadas, em geral, não causam grandes danos, no máximo um “galo” ou hematoma, contudo temos que estar atentos a essa análise para não julgarmos erroneamente um acidente grave como uma pequena queda.

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Na verdade, a decisão de levar ao médico ou não, depende de alguns fatores. Recomenda-se avaliar os seguintes fatos:

  • Quedas de altura: Foi muito alto. Qual foi a posição da criança ao cair e quais os pontos de impacto. Se considerar que a altura é alta o suficiente para causar um dano maior, é melhor ir para o pronto socorro.
  • Dor: Pais geralmente conhecem o choro do filho, se é de manhã, susto ou dor efetivamente. Essa primeira analise é muito importante para identificar a gravidade da queda e suas conseqüências, já que a criança tende a chorar mais pelo susto do impacto do que pela dor. Caso perceba que a dor é verdadeira, cuidado ao tocar na criança procure identificar uma possível fratura antes de mover a criança.
  • Vômitos: Às vezes, o vômito é causado pelo excesso de choro. Mas se crianças vomitar mais de uma vez, procure seu médico ou pediatra.
  • Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar. Após uma queda ou batida, mesmo que na cabeça, as crianças são muitas vezes levadas a dormir por conta do susto ou pela irritação. Evite essa prática durante a primeira hora. Note que em geral, se não houver danos maiores ou outros sintomas a sono pode ajudar a criança a se recuperar do susto.  Contudo, recomenda-se acordá-la de vez quando (a cada 2 horas, por exemplo) para ver se está tudo bem.
  • Desorientação, confusão ou perda de consciência: Em qualquer um dos casos recomenda-se levar a criança ao pronto socorro imediatamente.
  • Perda de sangue ou de fluídos pelos ouvidos ou narinas. Impactos no nariz podem ocasionalmente causar um pequeno sangramento (use um saco em gelo para estancar o sangramento), mas se ele persistir ou sair pus e outros fluidos também demonstram um dano maior. Procure seu medico urgente.

Mas a dica principal é: Tenha bom senso. Se você está em dúvida quanto às consequências da queda, vá ao médico para ter certeza que está tudo bem com seu filhote.

Como sempre, é melhor prevenir do que remediar. É muito importante não deixar a criança sozinha e mais importante ainda é ensiná-la como agir nas mais diferentes situações.

Criança Queda

Em casa: Cuidado com objetos pontudos, objetos espalhados pelo chão e que possam causar tropeços e quedas.

Em caminhadas e trilhas: Galhos de árvores, pedras, murinhos, água e lama são os principais motivos de queda. Esteja atenta a criança. Ensine-a a pisar firmemente em pedras, utilizando a palma do pé inteira (e não somente a ponte dos pés como costumam fazer). Ao subir em pedras utilize as duas mãos. Cuidado com o centro de equilíbrio quando estiver em cima de troncos de árvores, muros ou pedras.

Outras dicas sobre aventura segura podem ser encontradas nas seguintes tags do blog: Aventura Segura (por Levi Rodrigues)

Utilizando o Meio Ambiente no desenvolvimento da criança

O período de 8 à 14 meses tem grande importância para o desenvolvimento da criança, isso porque fundamentos educacionais básicos precisam ser desenvolvidos e estimulados nesse período.

A criança pode não aprender coisas muito complexas, mas precisa aprender pequenos detalhes que serão pré-requisitos para atividades mais elaboradas no futuro. São pedacinhos de experiências que se juntarão para formar um todo.

Uma criança dessa idade não vai aprender a fazer uma caminhada, ou a forma adequada de preservar a natureza, mas pode aprender a desfrutar desses momentos com alegria e entusiasmo, aprendendo a valorizar e desfrutar do que a natureza nos oferece.

Bebes e folhas

Nós pais, temos o dever de ajudar nossas crianças a aprender através de experiências adequadas a ter prazer, preservar e desfrutar dessa maravilha.

Os pais devem ter em mente três funções principais para se trabalhar com o pequenino:

  • Planejar as experiências para que estas possam enriquecer o mundo da criança;
  • Proteger, assistir e atender às suas necessidades;
  • Estabelecer limites, servindo como fonte de disciplina.

Trago como exemplo meu filho que hoje tem 8 meses. Como disse anteriormente ele gosta muito de plantas e em minha sala tem um vaso grande de lírio da paz. Ele está na fase de se arrastar e engatinhar pela sala, e como não podia ser diferente o que ele mais gosta de fazer é se aproximar do vaso e puxar as folhas.

Como não tem controle total de sua força logo estas são arrancadas. Todos os dias tenho que dizer que não pode puxar a plantinha. Observei outro dia ele se aproximando da planta e levando a mãozinha perto da folha e a trazendo de volta. Fez isso por várias vezes até que não conseguiu resistir e a pegou.

Como proporcionar então, momentos em que crianças tão pequenas possam ter contato (e nessa fase, o contato é mão e boca) com plantas:

  1. Leve seu filho para brincar na grama. São momentos onde podemos observar a reação de nossos filhos em relação texturas diferentes, antes não vividas por eles. Posso dizer que para nosso filho foi uma experiência rica, onde ele podia sentir a grama entre os dedinhos. Obs. Não deixe que ele fique sozinho, pois pode ingerir.
  2. Leve seu filho para tocar nas árvores. Nessa fase a criança já fica durinha e pode ser colocada de “cavalinho” no adulto. Segure-o de forma que ele possa tocar nas folhas de diferentes árvores proporcionando texturas diferentes, e aproveitando o aconchego do “cavalinho” do papai ou da mamãe.
  3. Faça um Piquenique. Porque não escolher um lugar como Pedra Bela (SP) para fazer um piquenique onde estes pequeninos possam sentir um ventinho mais forte, as pedras duras e rígidas e tantos outros “verdes” que ele possa descobrir.

Vivenciar com a criança estes momentos faz com que adquiram mais experiências principalmente a do toque que é tão importante nessa fase e pensando também no futuro como adultos mais conscientes  do seu papel. (por Cris Diacov)

Chapéu do Bispo, MG: A primeira caminhada a gente nunca esquece

A primeira vez que nosso filho fez uma caminhada, tinha 6 meses e subiu o “Chapéu do Bispo” (2.030m), em Monte Verde, MG.

Usei um canguru leve, fácil de manusear e confortável para o bebê. A princípio pensei em dividir o peso com minha cunhada, pois achei que não conseguiria “carregando 8 kg”. Engano meu, pois subi com tranqüilidade.

Fomos em três adultos num passeio tipo “família”. Fiz a opção por uma trilha que faço desde que tinha 7 anos. É uma caminhada de 40’, com um desnível bem forte, algo em torno de 700m, mas que proporciona um visual belíssimo para a cidade, momentos prazerosos ao ar livre  em contato com a natureza.

Caminhada - Chapéu do bispo

Como era a primeira vez que fazíamos uma trilha com bebê, decidimos sair cedo para não pegar muito sol na subida. Não tivemos pressa, fizemos várias paradas para beber água, apreciar as árvores (o filhote tem paixão por árvores balançando com o vento e vibrou muito o trajeto inteiro) e para descansar. Acabamos levando 1:15h para chegar ao cume.

Quando estávamos no último trecho do caminho o bebê até dormiu, já cansado de tanto gritar e sacolejar a cada vez que uma brisa batia nas folhas e essas balançavam.

Assim que chegamos ao topo ele acordou, então aproveitei para colocá-lo sentadinho nas pedras e tomar um leite que preparei na hora.

Achei muito interessante a reação das pessoas que também faziam a caminhada quando chegando ao topo e viam um bebê todo eufórico, brincando e rindo para todos; percebi que uns achavam que era um certo absurdo levar uma criança àquele local, já outros se sentiram incentivados a fazer o mesmo.

Foi uma aventura bem tranqüila e divertida, tanto para nós como para o Thomas (meu filho). Não tivemos nenhum problema e voltamos com gostinho de quero mais. Ao todo levamos 4 horas, pois passamos um bom período aproveitando a vista e brincando com o bebê lá em cima.

Deixo algumas dicas que foram de grande ajuda para quem assim como eu, quer ter umas horinhas livre da agitação, sem poluição e com um visual maravilhoso.

O que levar na na mochila? Montei uma mochila pequena, apenas com o essencial para o período que estaríamos fora. Coloquei:

  • Uma fralda boa (para não correr o risco de precisar de mais)
  • 4 lenços umedecidos (embalados em um saquinho)
  • 1 saquinho para descartar a fralda utilizada
  • 1 chuquinha com água (nessa fase já é importante que a criança beba água para não desidratar)
  • 1 mamadeira com água e um saquinho com a quantidade exata do leite para preparar quando for necessário
  • 1 pano de boca

CanguruComo levar o bebê? A melhor opção é o Canguru. Na ocasião utilizei um canguru simples, mas confortável. É muito importante que esse acessório seja confortável tanto para quem carrega como para o bebê, pois como o bebê ficará nele por um tempo considerável pode machucar a perninha e tornar o passeio desagradável.

O modelo da Infantino (Confort Rider) disponível em nossa loja é o ideal para pequenas caminhadas, por ser leve, macio e bem confortável tanto para quem carrega o bebê como para o próprio.

Uma coisa que nos chamou a atenção nesse modelo foi o sistema de alças (a) que são largas e facilmente reguláveis e os ajustes laterais (c) que permitem deixar o bebê preso, mas não apertado e bem seguro e ainda vem com um pequeno babador (b) fixo ao canguru.

Para os Adultos: Não esqueça de levar água e alguma guloseima, pois se andando sozinho já dá fome e sede, imagina carregando um “pesinho extra”.

Verifique também antes de fazer a trilha se há alguma fonte de água no caminho, isso ajuda a diminuir o peso, e quanto as guloseimas, um pacotinho de bala de goma, um saquinho de amendoim, fruta seca ou ainda biscoito de polvilho já é o suficiente. (por Cris Diacov)

Trilhas com Crianças: Por onde começar?

Fazer caminhada com crianças é uma enorme oportunidade que temos de apresentar a elas o mundo da aventura – E não se engane, elas vão adorar!

Quando bem preparada, uma caminhada pode proporcionar momentos em família que ficarão marcados para sempre, e a recíproca é verdadeira, uma trilha mal planejada pode trazer traumas e transtornos para todos.

Não espere acertar tudo da primeira vez, a experiência em adaptar as diversas técnicas e dicas é o que fará com que sua caminhada seja um sucesso e os deixe ‘querendo mais’.Trilhas com Crianças.jpg

Pensando nisso, preparei algumas dicas que o ajudarão na hora de preparar a aventura.

  1. Faça um bom planejamento: Um dos principais fatores de frustração é o fato de não incluirmos a criança no planejamento da atividade ou a excessiva expectativa criada em cima do passeio. Se você quer fazer com que suas crianças gostem de caminhar, diga a elas o que irá fazer no dia, mas deixe bem claro que nem tudo pode acontecer como planejado e o mais importante – prepare toda a atividade antecipadamente para evitar sustos de ultima hora. No post As 10 dicas + Importantes: Roteiro, há diversas idéias sobre como planejar uma caminhada ou viagem.
  2. Defina o local com trilhas adequadas a idade dos pequeninos: Detalhes como chegar lá, horários do parque, do ônibus ou metrô, condições do carro, a estrada e como estará o tempo no local escolhido. (veja também, Raios: 10 dicas de como proteger as Crianças)
  3. Prepare as mochilas: não se esquecendo de colocar na mochila da garotada equipamentos para eles levarem, como comida, capas de chuvas e blusa, mas cuidado com o excesso de peso que não deve ultrapassar 15% do peso da criança.
  4. Defina um horário de saída e chegada.
  5. Seja “encontrável”: Leve celular, deixe um roteiro da caminhada e avise pessoas próximas.
  6. Saiba os princípios básicos de uma caminhada com Mínimo Impacto.

Sugestão de como preparar uma caminhada:

  • Aprenda a se divertir: Essa é a parte difícil. Paciência é a ‘palavra chave’, não os force a fazer o que você acha interessante, e sim, deixe-os descobrir o mundo ao seu redor. Tente ver as coisas pela ótica das crianças, tentando mostrar novas plantas, brincadeiras e detalhes que não costumamos dar a devida atenção, um boa dica é o post 7 dicas para uma Caminhada mais Agradável com as Crianças, que trás boas sugestões de atividades para fazer durante a caminhada.
  • Seja prudente e esteja preparado: Mesmo em pequenas caminhadas pela cidade ou parques, crianças costumam se cansar com mais facilidade, ficar aborrecidas ou com sono, portanto tenha paciência e sabedoria para fazer as paradas, os lanches e os momentos de descanso. Lembre-se de levar na mochila uma boa refeição (veja mais sobre o assunto em, Começando na Trilha: Comida Extra), carregue sempre capas de chuvas extras, blusas de frio, protetor solar, bonés e acima de tudo, saiba o que fazer quando precisar tomar uma decisão.
  • Tenha um plano B: Choveu e não tem para onde ir? Nada de descer a trilha com as crianças na chuva, esteja preparado psicologicamente para enfrentar a situação. Encoraje-os a seguir as regras de segurança, observe atentamente como está o tempo e se tiver que passar algum tempo debaixo de uma pedra ou quiosque, tenha seu repertório de ‘passatempos’ ou livros de histórias.
  • O que interessa não é o cume: Nada de correr para alcançar o objetivo, e sim, esteja preparado para mudar de roteiro (se precisar), abortar a caminhada ou passar mais tempos nas áreas de descanso. Dê lanches e hidrate-os sempre, esteja sempre atento ao entusiasmo da criança para saber a hora de apertar o passo ou diminuir o ritmo. Deixe a criança ditar a velocidade da caminhada e qual o objetivo de estar ali.

Notas sobre roupas, calçados e equipamentos:

  • Calçados e Meias: Nas lojas especializadas é possível encontrar meias e botas (cano médio ou alto) especificas para caminhada e em números menores, mas em geral calçados com um solado aderente é suficiente para caminhadas pequenas. Devem ser ‘amaciadas’ antes e serem confortáveis nos pés, não sendo nem apertado, nem muito largo.
  • Mochilas: Uma mochila de 30 litros para crianças menores é o suficiente. Escolha uma mochila que tenha ‘barrigueira’ e que seja confortável a criança.
  • Roupas: Crianças seguem os mesmo princípios de segurança do que os adultos, por isso, usem roupas de ‘fibras sintéticas’ como fleeces, calças e camisetas sintéticas (não retém o calor e transpiram mais rápido. Leve uma blusa leve a mais na mochila, capa de chuva, meias (para o caso de molharem), lembrando de guardá-los protegidos da chuva, por exemplo em saquinhos plásticos.
  • O que não pode faltar em sua mochila: Protetor solar,Repelente, Óculos escuros, Lanterna, Primeiros socorros, Relógio, Mapa ou guia e bússola , Papel Higiênico (+ a pázinha) e saco de lixo, Água e lanches, Máquina fotográfica, capas de chuva. (por Levi Rodrigues)

Raios: 10 dicas de como proteger as Crianças

por Levi Rodrigues

Li no AltaMontanha a notícia: Raio faz sua primeira vitima do ano na montanha e me chamou a atenção o fato de cada vez mais estar ocorrendo acidentes com raios e descargas elétricas, principalmente com pessoas no campo ou em áreas arborizadas.

Pesquisando sobre o assunto descobri no site do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que 2008 foi o ano com mais morte causadas por raios e descargas elétricas em toda a décadaprincipalmente na região sudeste do Brasil, sendo 75 vítimas, o recorde era de 73 em 2001.

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É claro que eu como um entusiasta da “vida ao ar livre” não vejo a hora do Thomas crescer um pouco mais, para sair correndo e tomar um belo banho de chuva , mas pensando melhor sobre o assunto, terei que tomar algumas medidas preventivas para evitar acidentes maiores.

  1. A primeira e mais prudente: Não sair debaixo de uma tempestade torrencial, daquelas com raios e trovões.
  2. Não se aproximar de cercas de arame, varais metálicos, linhas aéreas e trilhos.
  3. No mar: Sair da água.
  4. Evitar áreas abertas como campos de futebol, quadras de tênis e estacionamentos.
  5. Evitar caminhadas mais longas quando ameaçar chuva.
  6. Evitar locais com concentrações de água, como rios, lagoas e piscinas: Não se aproximar nem ficar na água.
  7. Evitar o uso de piscinas, mesmo que em prédios com para-raios.
  8. Evitar proximidades de carros e objetos metálicos.
  9. Evitar se proteger debaixo de árvores isoladas
  10. Evitar se aproximas de  estruturas altas tais como torres de linhas telefônicas e de energia elétrica;

É claro que estamos sendo precavidos, mas segundo o  INPE: “Em 2008, a chance de ser atingido por um raio no país foi de 1 em 2,5 milhões. Em São Paulo, a chance foi de 1 em 2 milhões”, ou seja, a possibilidade existe e com cuidado por ser quase que remota.

Saiba mais sobre Relâmpagos e Descargas Elétricas nesse artigo escrito pelo montanhista George Nas Nuvens.

7 dicas para uma Caminhada mais Agradável com as Crianças

por Levi Rodrigues

Estão chegando as férias. Para várias crianças tudo a nossa volta será novo, pois será o primeiro verão, a primeira viagem com a família, a primeira aventura na praia ou campo.

As férias são uma ótima oportunidade de chamar a atenção das crianças para o que existe ao nosso redor como vegetação, pequenos insetos, água pura, vento, sol, terra e até a lama.

Com isso em mente, escrevi 7 dicas que podem ajudar as crianças a terem mais prazer em fazer pequenas caminhadas e “de quebra” aprender e interagir com a natureza.

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  1. Dê uma responsabilidade para eles. Se estiver indo com mais de uma criança, terá que usar a criatividade, mas exemplos não faltam. Pode ser o navegador (usando o mapa do parque), o catalogador (que localiza e mostra as coisas novas que descobriu), redator ou fotógrafo (escreve e fotografa o passeio) e até o responsável pela alimentação. Acho que idéias para isso não vão faltar.
  2. Mude os “papéis” com freqüência. Para que as crianças não fiquem com inveja ou desmotivadas, mude os papéis de cada criança, para que todas possam experimentar todas as responsabilidades.
  3. Não tenha pressa. Seja paciente. Se quiserem tirar 30 fotos de cada árvore – deixe! Não é sempre que poderão participar dessas atividades.
  4. O que pode encontrar. Incentive as crianças a procurar objetos específicos ou contar a quantidade de bichinhos, tipos de árvores, etc.. Talvez até você possa se surpreender com o que deixamos de ver.
  5. Traga alguns acessórios. Algumas folhas e lápis de cor podem ser a alegria da molecada (até mesmo para desenhar o mapa), como também jogos de cartas, memória. Use a criatividade para não carregar muito peso e volume, mas ao mesmo tempo manter as crianças ativas.
  6. Paradas Oficiais. Deixe claro para as crianças onde irão para comer, para que saibam quanto falta para chegar ao local, aproveitem esses momentos de parada para se hidratar e tirar uma soneca.
  7. Lembre-se, essa caminhada é para ser divertida. Nem tudo pode sair conforme planejamos. A criança pode ficar irritada, cansada ou agitada demais, então se concentre em fazer dela uma grande diversão, aproveite para tirar muitas fotos e curtir o filhote ainda inocente.

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