Caminhada com crianças: Com quanto anos começar?

Caminhar com crianças já é uma baita aventura, mas sempre me perguntam: Qual a melhor idade para começar a fazer caminhadas de aventura com crianças?

Geralmente quando me perguntam isso, ou é porque a pessoa quer fazer caminhadas maiores do que o indicado,  como trilhas em parques e montanhas ou porque já fez e não teve uma experiência agradável em caminhadas, o fato é, nenhuma das duas opções são as melhores  formas de se começar a fazer caminhada.

Minha resposta para essa pergunta é simples: Para onde você quer ir?

Isso porque fazer caminhadas de aventura com crianças, não necessariamente precisa ser uma com um alto nível de dificuldades, temos inúmeros exemplos de aventura próximas de São Paulo que não passam de 2 ou 3 km de distancia e sem quase nenhum desnível e que pode proporcionar “aventuras“ dignas para a maioria das crianças e adolescentes, um exemplo é a região de Alphaville, Santana de Parnaíba e Aldeia da Serra com suas inúmeras ladeiras, parques e passeios em meio ao verde da região.

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Faça do seu um filho um aventureiro:

  • Como preparar a criança para caminhada? Se você (como eu) acha importante que seu filho tenha uma vida com atividades ao “ar livre” comece explorando – a pé – seu próprio bairro. Vá até o parque a pé, passeei de bicicleta, descubra seu bairro e suas as árvores, pássaros, insetos e formigas que vivem seu redor, enfim, crie aventuras próximas de casa para que a criança vá se habituando e desenvolvendo a curiosidade e resistência física para outras aventuras.
  • O que levar? Em geral, não precisa levar nada. Se a criança é muito pequena leve os apetrechos básicos, um pouco de brinquedo para distrair, mas a idéia central é que acriança possa sentir prazer em caminhar ao lado dos pais, nem que seja para dar uma volta dentro do parque.
  • O que fazer? Na seção Diversão para a garotada há diversas de dicas de brincadeiras e atividades, mas vele desde observar os pássaros, tentar descobrir para onde vão as formigas, até (no caso de crianças maiores) o que tem do outro lado do parque, dá montanha, ou do lago, o importante é perceber o interesse da criança e criar desafios compatíveis com sua idade e resistência física.
  • Finalmente, com que idade começar? Pode parecer simples a pergunta, mas não é, porque depende muito do perfil de “segurança” dos pais e do modo de criação, mas nosso filho fez sua primeira viagem aos 12 dias e sua primeira caminhada aos 8 meses (a bordo de canguru, é claro) , mas podemos dizer que desde que nasceu já fazia aventuras, mesmo que dentro do seu carrinho de bebê.

Essa questão de segurança é um assunto muito discutido entre pais e especialistas, já que não há como definir o que é seguro e bom para todos, pois cada família tem sua forma de ver, vivenciar e definir o que é seguro.

O que podemos definir é que o bom senso é a forma mais segura de introduzir as crianças em caminhadas, mas a regra geral é a seguinte:

  1. De 0 à 4 anos: Caminhas dentro de parques urbanos, no bairro em que mora, sítios, fazendas, sempre acompanhadas bem de perto pelos pais.
  2. De 4 à 8 anos: Acantonamentos e caminhadas maiores dentro de parques como o Ibirapuera, Cantareira (SP), a Tijuca, Urca (RJ), e outras pequenas aventuras em áreas verdes.
  3. De 8 à 12 anos: Trilhas de um dia (5km) já são possíveis e acampamentos de final de semana são os mais indicados.
  4. De 12 à 15 anos: Caminhadas médias (10km) e pequenas competições, escalada outros esportes “ao ar livre”.
  5. De 15 à adulto: Agora ninguém segura mais essa turma, pois possuem resistência física, determinação e um espírito desbravador típico da idade, nesse período o mais importante é o desenvolvimento das noções de segurança, para evitar acidentes mais graves.

image_thumb[8] Um caso interessante é o do garoto americano Jordan Romeiro, que se tornou a pessoa mais jovem a fazer o cume do Aconcágua (caminhada em alta montanha pesada até para pessoas bem experientes) e a disputar a corrida (contra quem é outra história) para conquistar os 7 cumes mais alto do mundo, entre eles o Everest. Jordan diz que o incentivo dos pais foi fundamental para conquistar as montanhas e passar a gostar dessa modalidade de alpinismo. – por Levi Rodrigues

Discutindo sustentabilidade com crianças

Ontem assisti ao vídeo “Sacolas Plásticas” postado no blog Ombusdmãe. O vídeo me impressionou muito, relembrando a idéia de que precisamos nos preocupar cada vez mais com a consciência ambiental de nossos filhos.

Sacolas Plásticas: Uma responsábilidade Sócio Ambiental de cada um.

Vídeos como esse reforçam a necessidade urgente de uma mudança em nossos hábitos, sejam eles, pequenas ações no dia-a-dia, como um banho mais demorado ou hábitos mais impactantes como a despreocupação no descarte de pneus, baterias ou a despreocupação no uso de sacolas plásticas para quase tudo o que compramos.

Sabemos das dificuldades de viver de maneira sustentável em grandes cidades, ainda mais quando se vive em uma megalópole como São Paulo.

Bebês e crianças aprendem principalmente com as ações e atitudes dos pais, portanto se um pai costuma jogar o lixo na rua, logo a criança fará o mesmo e terá a consciência que essa ação está correta.

Algumas atitudes podem ser assimiladas desde bebê. Aproveito o tema para listar 5 ações que favorecem a educação ambiental das crianças e  são adotadas em nossa casa.

  1. Na hora do Banho: Se o bebê vai tomar banho com o pai (ou a mamãe) no chuveiro, atente à duração do banho.
  2. Na educação: Lixo é lixo. Seja no carro ou em casa, o ato de ensinar a criança a jogar lixo no local correto é sempre uma festa. Crie jogos que incentive essa ação.
  3. Com os dejetos humanos: Nós optamos por usar as fraldas descartáveis tradicionais, mas sempre há um planejamento no consumo. Nosso filho costuma fazer cocô logo após as mamadas, com isso já ficamos atentos e aos primeiros “sinais” o colocamos em seu “troninho”. Nossa experiência tem sido muito satisfatória, pois com 8 meses e meio já está fazendo cocô naturalmente no vaso sanitário.
  4. Consumo consciente: Quando começamos a planejar o quarto e os demais objetos do Thomas, não nos incomodamos em comprá-los usados. Essa atitude resultou em uma considerável economia financeira na compra da poltrona de amamentação, brinquedos e outros objetos, além de reutilizar produtos já não utilizados por outras pessoas.
  5. Na alimentação: Minha esposa optou por usar o mínimo de alimentos industrializados possíveis,  a sopinha é feita em casa e armazenada em recipientes de vidro no freezer, proporcionando uma alimentação mais saudável e barata. Também preferimos incentivar o consumo de frutas e legumes desde que passou a ingerir alimentos mais sólidos (aos 6 meses). Essa atitude requer alimentos frescos que são comprados semanalmente e  utilizamos o mínimo de sacolas plásticas para o transporte. Compramos em feiras próximas a nossa residência.

animalssavetheplanet.com E já que estamos discutindo o tema Educação Ambiental, vídeos como o acima além de auxiliar na conscientização das crianças através de uma maneira divertida e acessível também permite que os pais discutam com as crianças a responsabilidade de seus atos, já que no filme, o ato coletivo de jogar fora as sacolas plásticas causa a morte do filhote de leão.

Outra boa opção são os pequenos vídeos da Animal Save the Planet. São vários temas abordados de maneira ‘clean’ e divertida. Já o site EcoKids dentro do portal UOL permite a interatividade das crianças com  tópicos como: Preserve os bichos, Receitinhas e Salve o planeta. (por Levi Rodrigues)

Estação Natureza: Passeando com crianças em SP

Sábado passado fomos conhecer a Estação Natureza. Um projeto criado em parceria com a Fundação O Boticário de Proteção à Natureza e Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP), instalada em cinco vagões de trem, distribuídos em 100 metros de trilhos.

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Um passeio muito interessante para se fazer na cidade, num sábado. Fomos visitá-lo com nosso filho de 8 meses que teve a oportunidade de “passear” pela natureza brasileira. São vagões muito bem montados, com qualidade sonora e visual de primeira, além das texturas, temperaturas e cheiros característicos de cada lugar.

O “pequenininho” não sabia pra onde olhar, encantou-se com a projeção feita no chão com imagens coloridas da fauna e flora e teve a oportunidade de sentir várias texturas de árvores e cacto, e ficava “buscando” de onde vinham os sons dos pássaros.

Vale a pena conferir!

Estação Natureza São Paulo

  • Inauguração: 10 de fevereiro – exposição permanente
  • Local: Estação Ciência
  • Endereço: Rua Guaicurus, 1394, Lapa (próximo ao Shopping da Lapa e Mercado Municipal da Lapa)
  • Horário de funcionamento: terça à sexta-feira, das 8h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h. Fecha nos feriados de segunda-feira
  • Ingressos: R$ 2 (menores de 6 anos, maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com um acompanhante, professores, comunidade USP não pagam). A entrada é gratuita no primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês.

Mais informações: www.fundacaooboticario.com.br e www.eciencia.usp.br

Trilhas com Crianças: Por onde começar?

Fazer caminhada com crianças é uma enorme oportunidade que temos de apresentar a elas o mundo da aventura – E não se engane, elas vão adorar!

Quando bem preparada, uma caminhada pode proporcionar momentos em família que ficarão marcados para sempre, e a recíproca é verdadeira, uma trilha mal planejada pode trazer traumas e transtornos para todos.

Não espere acertar tudo da primeira vez, a experiência em adaptar as diversas técnicas e dicas é o que fará com que sua caminhada seja um sucesso e os deixe ‘querendo mais’.Trilhas com Crianças.jpg

Pensando nisso, preparei algumas dicas que o ajudarão na hora de preparar a aventura.

  1. Faça um bom planejamento: Um dos principais fatores de frustração é o fato de não incluirmos a criança no planejamento da atividade ou a excessiva expectativa criada em cima do passeio. Se você quer fazer com que suas crianças gostem de caminhar, diga a elas o que irá fazer no dia, mas deixe bem claro que nem tudo pode acontecer como planejado e o mais importante – prepare toda a atividade antecipadamente para evitar sustos de ultima hora. No post As 10 dicas + Importantes: Roteiro, há diversas idéias sobre como planejar uma caminhada ou viagem.
  2. Defina o local com trilhas adequadas a idade dos pequeninos: Detalhes como chegar lá, horários do parque, do ônibus ou metrô, condições do carro, a estrada e como estará o tempo no local escolhido. (veja também, Raios: 10 dicas de como proteger as Crianças)
  3. Prepare as mochilas: não se esquecendo de colocar na mochila da garotada equipamentos para eles levarem, como comida, capas de chuvas e blusa, mas cuidado com o excesso de peso que não deve ultrapassar 15% do peso da criança.
  4. Defina um horário de saída e chegada.
  5. Seja “encontrável”: Leve celular, deixe um roteiro da caminhada e avise pessoas próximas.
  6. Saiba os princípios básicos de uma caminhada com Mínimo Impacto.

Sugestão de como preparar uma caminhada:

  • Aprenda a se divertir: Essa é a parte difícil. Paciência é a ‘palavra chave’, não os force a fazer o que você acha interessante, e sim, deixe-os descobrir o mundo ao seu redor. Tente ver as coisas pela ótica das crianças, tentando mostrar novas plantas, brincadeiras e detalhes que não costumamos dar a devida atenção, um boa dica é o post 7 dicas para uma Caminhada mais Agradável com as Crianças, que trás boas sugestões de atividades para fazer durante a caminhada.
  • Seja prudente e esteja preparado: Mesmo em pequenas caminhadas pela cidade ou parques, crianças costumam se cansar com mais facilidade, ficar aborrecidas ou com sono, portanto tenha paciência e sabedoria para fazer as paradas, os lanches e os momentos de descanso. Lembre-se de levar na mochila uma boa refeição (veja mais sobre o assunto em, Começando na Trilha: Comida Extra), carregue sempre capas de chuvas extras, blusas de frio, protetor solar, bonés e acima de tudo, saiba o que fazer quando precisar tomar uma decisão.
  • Tenha um plano B: Choveu e não tem para onde ir? Nada de descer a trilha com as crianças na chuva, esteja preparado psicologicamente para enfrentar a situação. Encoraje-os a seguir as regras de segurança, observe atentamente como está o tempo e se tiver que passar algum tempo debaixo de uma pedra ou quiosque, tenha seu repertório de ‘passatempos’ ou livros de histórias.
  • O que interessa não é o cume: Nada de correr para alcançar o objetivo, e sim, esteja preparado para mudar de roteiro (se precisar), abortar a caminhada ou passar mais tempos nas áreas de descanso. Dê lanches e hidrate-os sempre, esteja sempre atento ao entusiasmo da criança para saber a hora de apertar o passo ou diminuir o ritmo. Deixe a criança ditar a velocidade da caminhada e qual o objetivo de estar ali.

Notas sobre roupas, calçados e equipamentos:

  • Calçados e Meias: Nas lojas especializadas é possível encontrar meias e botas (cano médio ou alto) especificas para caminhada e em números menores, mas em geral calçados com um solado aderente é suficiente para caminhadas pequenas. Devem ser ‘amaciadas’ antes e serem confortáveis nos pés, não sendo nem apertado, nem muito largo.
  • Mochilas: Uma mochila de 30 litros para crianças menores é o suficiente. Escolha uma mochila que tenha ‘barrigueira’ e que seja confortável a criança.
  • Roupas: Crianças seguem os mesmo princípios de segurança do que os adultos, por isso, usem roupas de ‘fibras sintéticas’ como fleeces, calças e camisetas sintéticas (não retém o calor e transpiram mais rápido. Leve uma blusa leve a mais na mochila, capa de chuva, meias (para o caso de molharem), lembrando de guardá-los protegidos da chuva, por exemplo em saquinhos plásticos.
  • O que não pode faltar em sua mochila: Protetor solar,Repelente, Óculos escuros, Lanterna, Primeiros socorros, Relógio, Mapa ou guia e bússola , Papel Higiênico (+ a pázinha) e saco de lixo, Água e lanches, Máquina fotográfica, capas de chuva. (por Levi Rodrigues)

4 Coisas para se fazer com as crianças fora de casa

por Levi Rodrigues

Uma das grandes dificuldades dos pais em praticar atividades “ao ar livre” com seus filhos é a falta das tais atividades.

Inclusive essa é uma das perguntas que mais trazem leitores aqui para o blog. Afinal, sempre fica a pergunta: O que vou fazer com ele no parque?

Brincando com crianças

Pensando nisso, segue uma sugestão de 4 coisas para se fazer com seus filhos quando forem passear no parque, em um piquenique, trilha ou fazenda.

  1. Jogos de Carta: São sempre muito bem vindos para crianças um pouco maiores. O Uno, por exemplo, é ideal para diversas idades (inclusive adultos) sendo simples para as crianças a compreender, e ainda é divertido o suficiente para entreter os adultos.
  2. Trabalhos Artísticos ou Plásticos: Um balde de lápis, canetinhas de cor ou tintas e papeis bem grandes (A1 ou maior) pode entreter as crianças por muito tempo, além de ser ótimo para estimular a criatividade, noções de espaço e coordenação. Exemplo: Pintar o local onde estão, preencher, pintar com as mãos, etc..
  3. Futebol, Vôlei e Basquete: Jogos com bola são sempre um ótimo entretenimento, inclusive para ser praticados com as mamães. Jogos a 2 como: “Gol a Gol”, “Um contra o outro”, “Quem deixar cair perde”, são mais práticos, não sendo necessário correr tanto como as crianças. Já os papais que estão mais acostumados com a bola, porque não incentivar a levar outros amigos para uma pequena partida entre adultos e crianças?
  4. Busca ao Tesouro: Esse é um clássico de acampamentos e “acampadentro”. É simples: Basta esconder alguma coisa bem legal, vale sacos de doces, brinquedos, presentes, etc.. E criar várias pistas para que a criança chegue ao “tesouro”. Note que nesse momento, podemos utilizar conceitos já estudados na escola, como orientação (Norte, Sul, Leste, Oeste,, mas não se esqueça de entregar uma bússola para a criança), rally de regularidade (precisa chegar até certo ponto, dentro de um limite de tempo, nem mais nem menos), geometria, matemática, geografia e ciências. Uma dica bem legal para pais mais despojados é o Geocaching (espécie de caça ao tesouro usando GPS e itens escondidos em locais no Brasil e do mundo por outras pessoas) e que já possui milhares de praticantes aqui no Brasil. 

Se quiser saber mais sobre o assunto, visite o GeoCaching Brasil. Também encontrei o artigo em português Como funciona o geocaching,  no How Stuff Works (Como Tudo Funciona).

Aproveite também para ler no site da revista Crescer o artigo 5 coisas para fazer com as crianças em dias de chuva, que serviu como fonte de inspiração.

Viajando com Crianças: Sono

por Cris Diacov

Quando a palavra viagem vem a cabeça começamos a imaginar as várias atividades que podemos fazer, lugares para conhecer, coisas diferentes para comer, enfim, aproveitar ao máximo o pouco tempo que temos sem trabalhar. Porém quando as crianças são pequenas devemos incluir um item essencial – A hora do sono!

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Você pode dizer até que nas férias devemos relaxar quanto a horários e tudo, mas se tratando de crianças pequenas não podemos nos descuidar desse sagrado tempo.

Segundo estudos a criança só irá guardar o que aprendeu durante o dia quando dorme. Isso mesmo! Quando a criança dorme é o momento em que ela processa e armazena todos os acontecimentos do dia.

Se a criança não dormir o suficiente não irá armazenar o que aprendeu, isso quer dizer que não irá transformar o que viu em conhecimento. Que pena! Quantas coisas novas podemos aprender e observar em viagens, porém se a criança não tiver um tempo para o sono, deixará de ter o conhecimento sobre o assunto visto.

Não vamos descuidar então, do sono gostoso da criança.

Proporcionar momentos sossegados, em lugares tranqüilos e próprios para a soneca são essenciais para que nossos pequeninos possam aproveitar ao máximo a viagem.

Dicas:

  1. Procurar colocar a criança para dormir nos mesmos horários, principalmente quando ela for bem pequena;
  2. Histórias, músicas, conversas são bem vindas pelas crianças mesmo nas férias;
  3. Conversar com os maiores na hora de dormir, lembrando as atividades realizadas no dia, lugares conhecidos, o que gostou ou não…

Lendo uma matéria no guia do bebê, encontrei uma tabela interessante sobre a duração do sono recomendado à crianças de 0 a 5 anos:

  • Para recém-nascidos até os quatro meses - de 16 a 20 horas. A criança ainda não é capaz de distinguir o dia da noite. Ela acorda a cada três ou quatro horas para se alimentar.
  • De quatro a seis meses – de 13 a 16 horas: De 9 a 11 horas durante a noite, acordando, às vezes, para se alimentar e tiram duas sonecas durante o dia de 2 a 3 horas.
  • De seis meses a um ano - de 12 a 14 horas. As sonecas são normalmente uma na manhã e outra depois do almoço e duram cerca de duas horas.
  • No primeiro e segundo ano - de 12 a 14 horas. Dispensa a soneca da manhã, principalmente se estiver na creche ou escolinha. Dorme de uma a duas horas à tarde.
  • De três a cinco anos - de 11 a 12 horas. Aos poucos a soneca da tarde também vai diminuindo.

    Portanto, mesmo viajando não se esqueça que os pequeninos devem ter um tempo para tirar uma “sonequinha” além do sono da noite.

Começando na Trilha: Comida Extra

por Levi Rodrigues

Fazer trilhas com crianças sempre requer alguns cuidados especiais, principalmente com a alimentação.

Crianças maiores de 4 anos já comem de tudo, por isso o ato de comer não é problema. A questão é, a hora certa de comer. Se os deixarmos empolgados, acabam esquecendo de comer e uma simples caminhada pode se transformar, no mínimo, em um passeio chato e marcado pela fome.

Montanhas Comida extra

Na minha mochila de caminhada sempre levo além do lanche tradicional alguns “mimos extras”, como barra de cereais, frutas, pequenos pacotes de pães, cereais e bolachas, e acreditem, isso pode fazer uma baita diferença.

Além de fornecer uma alimentação adequada ao seu corpo, comida extra pode levantar a moral das crianças quando o passeio já se tornou cansativo e ainda não chegou ao fim.

Eu por exemplo, coloco nos bolsos laterais da minha calça, barras de cereais, amendoins, torrões e mais algumas bobeiras, assim quando vejo algum local bonito e que podemos parar, saco minha guloseima e já vou dizendo: “Pessoal, cinco minutinhos para abastecer”, assim todos já sabem que está na hora de comer alguma coisinha gostosa.

Para caminhadas de mais de 3 ou 4 horas, não se esqueça que essas “porções extras” devem estar bem embaladas, serem leves, compactas e fáceis de pegar na mochila.

     Dicas:

  • Programe-se para fazer paradas de mais ou menos 20 minutos a cada 1 hora e meia.
  • Se achar um local que vale a pena parar por alguns minutos, não desperdice a oportunidade para comer alguma coisinha, beber água ou levar as crianças ao “banheiro” ou melhor, ao “matinho”.
  • Não se envergonhe em compartilhar esses petiscos, minha experiência diz que: O que as outras pessoas trouxerem serão sempre as mais saborosas.
  • Crianças desidratam com mais facilidade do que adultos. Em dias mais quentes, ofereça bastante água, sucos naturais e chás.
  • Leve uma refeição baseada em frutas, legumes, como tomates e azeitonas. São fáceis de carregar, leves e não estragam.
  • Para não fazer aquela sujeira na hora de comer, prepare os lanches em casa (sem as verduras), enrole em um guardanapo e leve em saquinhos tipo “zip”, você verá como será mais prático.
  • Escolha alimentos que você e seus filhos gostem.
  • Em grupos sempre há aqueles que comem mais e outros que comem menos, por isso não economize nos petiscos, porque sempre há alguém que irá precisar comer mais.
  • Leve de volta todas as embalagens para depositar no lixo mais próximo.

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