Outdoor Class: Como ensinar as crianças a observar o céu.

Recente li o post Observando as estrelas! do site Casinha na Árvore, que me inspirou a escrever esse, talvez porque tenha ótimas lembranças de quando ficava analisando o céu.

Observar o céu e as estrelas é um costume cada vez mais raro entre adultos e consequentemente entre as crianças, o máximo que podemos ver é quando uma família viaja para o interior e quando vê o céu limpo e aquele monte de estrelas, diz: – “Olha que céu limpo. – Olha quantas estrelas”, mas fica só nisso.

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Me lembro de inúmeras noites que passei “bivacando” (acampar sem barraca) em montanhas tentando decifrar as constelações e estrelas que podia enxergar, auxiliado com um simples mapa do céu, que antigamente vinha encartado na revista Super Interessante.

Com isso acabei desenvolvendo uma certa afeição aos assuntos relacionados ao céu, estrelas, navegação e constelações.

Então por onde começar? A dica mais fácil é – visite com seus filhos os planetários que há em São Paulo e cidades próximas, como:

Lá além de baita aula sobre o assunto, poderá proporcionar à seus filhos uma idéia de como funciona o sistema solar, estrelas, constelações e princípios básicos (que muitos adultos não conhecem) sobre orientação, também pode fazer cursos gratuitos, como é o caso do Ibirapuera ou assistir seções mais especificas sobre determinados assuntos.

Depois, prepare uma viagem e aproveite para colocar seus conhecimentos em prática. É claro que essa atividade pode  – e deve – ser interessante para a família toda, então comece a preparar a atividade em casa, veja como:

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  1. Imprima um Mapa do Céu, da cidade de onde pretende observar (veja um exemplo do céu de Monte Verde/MG)
  2. Procure um local distante das cidades e com poucas luzes (se não for em um sítio ou local conhecido, visite durante o dia para ver as condições de segurança e mobilidade).
  3. Tente acostumar os olhos a escuridão e às estrelas (geralmente após 20 min).
  4. Procure uma posição confortável (para mim é deitado dentro de um saco de dormir).
  5. Leve uma pequena lanterna (de preferencia com luz amarela).
  6. Comece a identificar os pontos cardeais (Norte, Sul, Leste, Oeste), veja os detalhes da lua, das estralas mais brilhantes ou procure o Cruzeiro do Sul.
  7. Depois de acostumado e utilizando o Mapa do Céu, comece a identificar as constelações. A forma mais fácil é achar um e depois ir procurando outras próximas dessa.

O Livro das Estrelas do Excursionista SonhadorÉ claro que podemos nos aprofundar mais e mais no assunto, mas isso fica para uma outra vez, mas caso queira se conhecer um pouco mais sobre o assunto, conheça o Zenith (o mesmo site do mapa do céu).

Um site onde você poderá encontrar um série de dicas sobre como observar o céu, estrelas, como reconhecer constelações, dicas e curiosidades sobre astronomia.

Também conheça o livro O Livro de Estrelas do Excursionista Sonhador, de Sérgio Beck, que aborda as estrelas e constelações que podem ser vistas ao longo do ano, mês a mês em 12 mapas.

Na verdade toda essa minha afeição por estrelas começou depois que li esse livro. – por Levi Rodrigues

Dicas: Ensinando a criançada à observar aves

por Levi Rodrigues

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No post Como fazer um alimentador para pássaros ensinamos a fazer um alimentador doméstico para pássaros.

Contudo o objetivo dessa atividade é despertar o interesse nas crianças sobre a vida dos pássaros, suas caraterísticas e curiosidades.

E o legal é que essa observação pode ser feita em qualquer lugar, seja no sítio,  na cidade ou no bosque do parque mais próximo. Por isso pegue seu pimpolho, vá para um local onde haja árvores e comece a procurar, logo acharão varias aves diferentes, daí é só começar a identificar as diferenças como: canto, comportamento, tamanho, plumagem e coloração.

Para facilitar a visualização, preste atenção nessas dicas:

Como observar aves:

  1. Ande devagar e em silêncio, nunca em direção à ave, pois pode assustá-la.
  2. Os melhores horários para a observação é do amanhecer até o meio dia e ao entardecer.
  3. As melhores épocas para a observação é a do período reprodutivo que se inicia no final do inverno e se estende pela primavera e verão.  Nesta época as aves estão muito ativas defendendo seus territórios e construindo seus ninhos e em geral cantam muito.

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Na verdade, esse é um excelente momento para pais e filhos descobrirem várias coisas em comum enquanto observam os pássaros em suas tarefas ou se deliciando no alimentador (comedor)  à sua volta.

Pensando nisso, compilei algumas dicas e curiosidades sobre aves para ajudar a despertar a curiosidade na criançada.

Você sabia que:

  1. O beija-flor é a única ave capaz de voar para trás.
  2. O “João de Barro” aprende a identificar a direção do vento. Para proteger sua companheira e filhotes ele constrói o ninho na direção oposta ao vento e da chuva
  3. O Pica Pau bica na árvore sem parar, sem dores nem cansaço, pois possui uma bolsa de ar que amortece o impacto das batidas e também é capaz de projetar a sua língua de 3 a 4 centímetros para fora do bico, para capturar as larvas de insetos escondidas na madeira.
  4. Os pássaros voam em forma de “V” para economizar energia, quando o líder se cansa outro pássaro torna-se o guia.
  5. As corujas e outras aves cantam para marcar seus territórios, além disso a disposição de seus olhos permite uma superposição quase completa do campo visual dos dois olhos, assim ela tem uma ótima percepção do relevo e da distância.
  6. O Abutre  tem a região do pescoço sem penas, ou com uma plumagem curta, o que lhes permite alcançar os órgãos internos do animal.
  7. O Falcão peregrino  chega a atingir a velocidade de 250 km/h com as asas parcialmente fechadas, quando mergulha sobre a sua presa.
  8. O Martim pescador  mergulha com o corpo todo esticado na água para apanhar peixes, vai em seguida pousar novamente num galho de árvore.

Se você gosta de um pouco mais de aventura e seu filho for um pouco mais velho, não deixe de leva-lo para acampar em locais como o Pico dos Marins (Passa Quatro), Pico do Jaraguá (SP), Pedra Grande (Atibaia) Tijuca (RJ), Serra do Cipó (MG), Guartelá e Anhangava (PR), com certeza você poderá vivenciar uma enorme variedade de aves sobrevoando você e sua barraca, não se esqueça de preparar também uma incursão noturna, para ouvir e ver outros tipos de aves.

Dica de site: Casinha na Árvore

por Levi Rodrigues

Recentemente descobri o Casinha na Árvore, um site voltado para a educação ambiental de crianças através de atividades criadas com produtos simples e reciclados utilizados no dia a dia.

O pessoal de lá também mantem um blog recheado de brincadeiras muito criativas para fazer com a criançada  quando estiver em parques ou em passeios ao “ar livre”.

Abaixo reproduzo o  post Barquinhos à vela! que de maneira muito simples mostra como é possível desenvolver o senso de direção, vento, física e localização nas crianças com uma simples regata de barquinhos a vela feitos a mão.

Aproveite e não deixe de visitar o Casinha na Árvore e seu  blog!

O bosque da Casinha na Árvore fica em um morrinho, que é um pouco mais alto que as casas que estão a nossa volta. Por aqui, a gente vê as árvores se chacoalharem bastante quando bate o vento, como não tem muita construção, ele sopra mais forte.

Até fiz uma biruta um dia desses, lembram? Era pra conseguir saber da onde ele estava vindo!

Vocês sabem o que é o vento? Ontem durante a aula de geografia, a professora explicou que o vento é um fenômeno meteorológico formado pelo movimento do ar na atmosfera.

Ele é produzido por fenômenos naturais como os movimentos da Terra. Foi ela que me disse que em lugares mais altos, como no topo de montanhas e morros, o vento é mais forte.

Esse fenômeno é muito importante pra gente, porque é ele que vai ajudar a dispersar os poluentes e também pode gerar energia!

Já viram que demais aqueles cataventos gigantes? É a energia eólica, por meio da força do vento, a gente pode produzir energia pra ascender uma lâmpada! Muito legal! E não polui. O vento também é usado para mover os barcos à vela! E aí é que entra nossa experiência!

Pra gente observar a força do ar em movimento e brincar com as suas direções, vamos criar uma regata de barquinhos! Para criar o barquinho, vale usar de tudo e muita imaginação.

Aqui, eu o Toró e a Clarinha criamos desde jangadas com palito de sorvete e vela de folha de árvore até simples barquinhos de jornal. O importante é criar barquinhos que flutuem bem e com uma boa vela! Vamos testar!

A gente tem que entender como funciona o equilíbrio e que material vai deixá-lo mais leve. Só não vale usar barco que vem prontinho! O mais legal é a hora de montar com o que temos por perto! Viram os nossos?

Depois de prontos, a gente vai precisar de uma travessa grande com água, uma bacia, o que a gente tiver pra brincar! O seu barquinho tem que ganhar a competição sem você colocar a mão, certo? Vale soprar, abanar com o papel, com uma folha! Ele não pode tombar, hein? Vamos ver quem constrói um barco bem legal!

Chame seus amigos e boa brincadeira pra todo mundo! Bons ventos!

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