Kit de sobrevivência para pais

Quando se tem um bebê nos damos conta que um simples passeio à rua pode ser uma tremenda “roubada”, se não cuidarmos de certos detalhes antes do passeio.

Certa sexta feira resolvi fazer um passeio entre pai e filho (mesmo que meu filho não soubesse disso, ainda assim era um passeio de homens), e lá fomos nós saindo do ABC para o bairro do Morumbi, porém não tinha contado com o trânsito de São Paulo e após quase duas horas de “passeio” de carro, o Thomas passou a dar sinais que aquilo não estava lá muito legal.

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Assim que percebi, tratei de pensar em como não transformar aquilo em um desastre por completo. A primeira coisa que me veio, era que tinha poucas doses para as mamadeiras e apenas uma troca de roupa e nenhuma criatividade do que fazer, caso ele começasse a chorar.

Finalmente, resolvi ir à uma padaria, distrair o garoto e comer um pedaço de pizza em conjunto e depois voltar para casa, já que dali não teria mais pique para ir há lugar algum e antes que o pior pudesse acontecer.

O fato é: Não dá para sair de casa sem estar preparado para o pior, então sugiro uma lista de itens para levar na mochila (isso mesmo! Papais usam mochilas e não bolsinhas a tira-colo como a mamães), afim de evitar riscos desnecessários.

  • Fradas de acordo com o tempo que estiver fora.
  • Mamadeiras de água e leite.
  • Doses para as mamadas, incluindo aí se seu filho for mais velho, papinhas, frutas, bolachas, etc..
  • 01 troca de roupa, incluindo uma camiseta para o papai, porque se ele precisar vomitar, será com você que isso vai acontecer!
  • Kit higiênico para limpar o bumbum sujo do seu bebê.
  • Um saquinho de lixo ou aqueles para absorvente feminino, para o caso de precisar trocar o bebê em local publico e não ter onde jogar a fralda suja e mal cheirosa.
  • Trocador para apoiar o bebê e não sujar tudo por baixo (serve aqueles fininhos que vem nas bolsas)
  • Alguns pequenos brinquedos para distrair o filhote caso vá se encontrar com alguém mais de velho do a idade de seu filho.
  • 01 revista ou livro (leve, porque vai na mesma mochila) para as horas de tédio, ou seja,quando ele dorme e você não pode ir à lugar algum.
  • O principal: Bom humor e dedicação. Aproveite para aprender umas musiquinhas ou histórias, isso sempre prende à atenção das crianças e pode ajudar em caso de “emergências”.

Com um kit desse, pode ter certeza que boa parte dos passeios entre pais e filhos serão sucesso. Aproveite para comentar o que costuma levar nas saídas urbanas com seus filhotes. – por Levi Rodrigues

Quebrou? Conserte!

via: Mãe com filhos > Blog

file.php Morei durante a minha adolescência em um bairro de São Paulo que é conhecido por ser um reduto de muitas famílias alemãs, polonesas e suíças e sempre vi meus vizinhos consertando tudo: roupas, utensílios de casa, cercas, carros, tudo mesmo! O meu pai dizia bem resumidamente pra gente que era porque eles já tinham sofrido na pele uma guerra e por isso valorizavam as coisas, as mantendo em bom estado e não desperdiçavam nada mesmo sabendo os tempos duros tinham ficado para trás.

Lembro uma vez que um deles tocou a campainha da minha casa oferecendo, ou melhor, doando várias coisas pois iriam voltar para a Alemanha. Os brinquedos da filha do meu vizinho, que na época já era adulta, foram um capítulo a parte na minha vida (sim eu tinha uns 13 anos e brincava de boneca….velhos tempos…). Tudo estava em tão perfeito estado que fiquei encantada: o bercinho de madeira para boneca tinha um desenho nitidamente feito a mão por algum vovô da Baviera, as bonequinhas de cara de porcelana e com roupinhas feitas a mão eram velhas mas estavam novinhas, os jogos de tabuleiro que já tinham mais de 40 anos pareciam intocados quando ganhei. Fiquei fascinada por perceber objetos tão antigos mas tão bem conservados e eventualmente consertados, sim! e mais que isso, dava pra sentir o cheiro e a emoção de peças que tem história.

Isso pra dizer que a gente tem que pensar que reciclar é uma coisa e que consertar e conservar o que temos vai além de descartar o ‘lixo’ da forma correta naqueles famosos tambores coloridinhos, está ligado a conceitos mais profundos como consumir menos e quando consumir ter realmente a certeza de que não é mais um porta qualquer coisa que vai quebrar na primeira vez que usar, ou uma bobeira da lojinha de 1 real ou pior ainda mais um item que você já tem outros 500 iguais…Daí que já existe um manifesto em prol do conserto das coisas! O primeiro lugar que publicou o Repair Manifest foi o blog Swiss Miss e aqui  eu publico aqui a tradução feita gentilmente pelo blog Livros e Afins.

Manifesto do Conserto:

  1. Faça seus produtos durarem mais: consertar significa dar uma segunda chance aos seus produtos. Não os jogue fora. Consertar não é anti-consumismo: é contra jogar coisas fora desnecessariamente.
  2. Produtos são projetados, logo podem ser consertados: designers de produto: façam seus produtos consertáveis. Consumidores: comprem coisas que possam ser consertadas.
  3. Conserto não é reposição: reposição é jogar fora a parte que estragou. Não consertá-la. Não é disso que estamos falando.
  4. O que não me mata me fortalece: a cada vez que algo é consertado, isso acrescenta a seu potencial, a sua história, a sua beleza inerente.
  5. Consertar é um desafio criativo: fazer consertos é bom para a imaginação. Usar novas técnicas, ferramentas e materiais acrescenta mais do que simplesmente aceitar um beco sem saída.
  6. Consertos sobrevivem à moda: consertar não é estilo ou tendências.
  7. Consertar é descobrir: enquanto você conserta coisas, você descobre fatos incríveis sobre como eles funcionam ou não funcionam.
  8. Conserte, mesmo quando não estivermos em crise: se você acha que este manifesto é por causa da crise, esqueça. Não é sobre dinheiro, é sobre mentalidade.
  9. Consertar é único: mesmo produtos copiados se tornam únicos quando consertados.
  10. Consertar é independência: não seja dependente da tecnologia. Seja seu mestre. Se algo está quebrado, arrume e faça-o melhor. Se você é um mestre, dê esse poder a outros também.
  11. Você pode consertar tudo: até uma sacola de plástico: mas é melhor ter uma sacola que dure mais e repará-la se for necessário.
    O manifesto termina com: “
  12. Pare de reciclar. Comece a consertar”.

Criança & TV: Sem benefícios para os bebês?

Via: No Mundo Animado

A relação entre as crianças e a televisão sempre foi alvo de polêmica. Agora, uma pesquisa americana sugere que a TV não traz nenhum benefício às habilidades cognitivas e motoras de seu filho antes dos 2 anos de idade. De acordo com o estudo, o que faz diferença realmente para o desenvolvimento infantil é o contato com os pais. E não é só isso: conta também o tipo de ambiente doméstico e as relações entre mãe e filho, por exemplo.

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Para chegar a essa conclusão, os cientistas avaliaram 872 crianças em três fases diferentes – aos 6 meses de idade, com 1 e 2 anos – e pediram às mães para preencher um questionário sobre os hábitos dos pequenos. De acordo com Sebastião Alves de Souza, psicólogo da clínica Escola VínculoVida, a TV realmente não tem tanta influência antes dos 3 anos. “A criança, nessa fase, ainda não é tão verbal. Ela vai aprender mais com o toque, o cafuné, o aconchego.” A Sociedade Americana de Pediatria, inclusive, não indica programas televisivos até essa idade.

Mas não se preocupe se você deixa seu filho em frente à tela por algum tempo enquanto termina de preparar o jantar ou de se arrumar para sair. De acordo com a pesquisa, apesar de não promover benefícios para o desenvolvimento da criança, os programas televisivos também não trazem prejuízos. Bia Rosenberg, autora do livro A TV Que Seu Filho Vê – Como Usar a Televisão no Desenvolvimento da Criança (leia entrevista aqui), afirma que o importante é não exagerar. “Os pais devem escolher programas adequados e prestar atenção no comportamento do filho, reparar se ele não fica muito agitado após ver TV…”, diz.

Televisão e mau comportamento

Scooby-Doo ou Pokemon poderiam estimular mau comportamento? Em outra pesquisa, também divulgada recentemente, o tema foi a relação entre programas televisivos e as crianças maiores, de 10 a 11 anos de idade. Pesquisadores da Iowa University, dos Estados Unidos, avaliaram 95 meninas nessa faixa etária e verificaram que elas imitam atitudes “negativas” dos personagens, como fazer fofocas, mostrar desdém e usar uma linguagem mais agressiva.

Além de Scooby-Doo e Pokemon, os estudiosos avaliaram programas como American Idol, Lost e Buffy, a Caça Vampiros. Maria Ângela Carneiro, professora da Faculdade de Educação da PUC-SP, diz que os programas infantis podem, sim, influenciar os comportamentos das crianças. Mas, antes de culpar apenas a televisão, é preciso avaliar o contexto. “Um filme ou desenho, apenas, não vai ser o problema. A questão é que muitas crianças passam um bom tempo vendo TV sozinhas”, diz.

Cabe aos pais, então, explicar o que é ou não adequado, pois, a criança vai copiar a fala do personagem simplesmente pelo prazer de imitar. “É por meio do diálogo que ela vai aprender a refletir sobre o que é considerado mau comportamento e deve ser evitado”, diz.

Como reduzir as horas em frente à televisão

Não é preciso proibir o acesso de seus filhos à TV. Basta tomar alguns cuidados.

  • Escolha, junto com a criança, o que ela realmente quer assistir, em vez de deixá-la zapeando à vontade.
  • Estimule seu filho a se distrair com outras atividades logo após o desenho favorito, como fazer esportes, brincar ou ouvir música.
  • O diálogo é sempre a melhor saída. Reserve um tempo para ver TV junto com a criança e explique a diferença entre ficção e realidade.
  • Leia para seu filho antes mesmo de ele se alfabetizar. Isso vai estimular o interesse dele pela leitura. Em vez de usar a TV como “embalador de sono”, use livros.
  • Limite o tempo e os horários. Deixe que a criança veja TV, por exemplo, só depois de fazer a lição ou até começar o horário da programação adulta. Outra sugestão é fazer um “acordo” com seu filho.
  • Reduza o tempo durante a semana, mas deixe um pouco mais aos sábados e domingos.

* fontes: bia rosenberg, autora do livro a tv que seu filho vê; maria ângela carneiro, professora da faculdade de educação da puc-sp; sebastião alves de souza, psicólogo da clínica escola vínculoVida.

** texto de simoni tinti, publicado originalmente no site da revista crescer

Valores não se ensinam, é preciso vivencía-los

Acredito na urgência de se valorizar mais a educação do ser humano, preparando-o para o futuro, desde a primeira infância.

Dessa forma, para a construção de um mundo ecologicamente equilibrado, necessitamos de responsabilidade individual e coletiva. Sabemos que valores não se ensinam, é preciso vivenciá-los. A nós pais, cabe o papel de contribuir para que as crianças cresçam na vivência desses valores e não apenas na sua aceitação.

O meio em que vivemos é rico em possibilidades de exploração, por isso cabe a nós apresentar aos pequeninos como desfrutar da natureza sem destruí-la, sabendo que esta é a provedora de bens para a nossa sobrevivência.

Maes e Filhos

É importante lembrar que a criança constrói o seu viver a partir de valores vindos de sua família. A família é, por excelência, o suporte em que a criança tem para adquirir o respeito por si própria e pelo meio em que vive.

A criança adquire e desenvolve noções sobre a natureza à medida que interage com o mundo. Não é possível viver dentro de casa, ou de casa para a escola sem ter contato com a natureza e aprender a respeitá-la. É preciso participar muito da vida ao ar livre para que nossos filhos possam valorizar e respeitar a natureza.

Dohme diz em seu livro 2002 que, O ideal é que cada um assuma a responsabilidade com o lugar em que vive. Alguém que não se preocupa em manter em boas condições de higiene e organizado o local onde vive, trabalha ou estuda, dificilmente estará preocupado com as praias não serem limpas ou com a poluição do ar. Esse descaso poderá ter raízes pouco profundas e simplistas: a pessoa não adquiriu consciência dessa sua responsabilidade por não ter sido informada ou motivada.

Assim, a afetividade em relação à natureza é algo que precisa ser estimulado e depende muito do modo como cada um vê e sente o lugar que ocupa.

O primeiro passo é conscientizar nossas crianças de seu papel, para possam ser multiplicadoras de ações que expressem responsabilidades que cada um deve assumir no lugar em que vive.

Como podemos incentivar a curiosidade e interesse pela natureza com crianças de até os 3 anos de idade.

  • Explorar ambientes diferentes como parques, gramas, árvores, visuais
  • Mostrar a elas pequenos animais
  • Fazer pequenas trilhas onde ela possa sentir o ventinho mais frio ou mais forte
  • Explorar a areia da praia, a água do mar ou do riacho
  • Incentivando que ela vá jogar na lixeira do parque o papelzinho da bala ou do lanche que ela comeu

A vida ao ar livre, os passeios a parques, as caminhadas com a família, piqueniques, as barracas são sem dúvida momentos que contribuem para a formação de nossos filhos e sem dúvida é uma diversão bem gostosa! (por Cris Diacov)

Um recall para nossos filhos?

via: Aprendendo a Vida

Quando você vê aqueles anúncios das montadoras de automóveis chamando alguns proprietários de veículos para comparecerem a uma concessionária para a troca de uma determinada peça do carro, pois ela saiu com defeito de fábrica, você não fica com uma pontinha de inveja? Não, não estou falando do seu carro! Estou falando de seu filho.


Você não gostaria de ser chamado para algumas correções, ou para, como dizem as fábricas, um “recall” em relação ao seu filho?
“Estamos convocando os pais das crianças nascidas entre os dias primeiro e trinta e um de março deste ano para comparecerem a uma concessionária, onde será efetuada a troca gratuita de um módulo do setor de sono, pois foi constatado que alguns modelos podem apresentar um defeito que ocasiona o acordar várias vezes durante a noite”.

“As crianças que atualmente estão entre um e três anos devem ser levadas para uma revisão gratuita nas concessionárias, pois vários modelos estão apresentando um comportamento estranho que inclui crises de choro e brabeza, gritar e se atirar ao chão, principalmente quando são contrariadas. Este comportamento poderá ser corrigido com a troca de algumas peças ou apenas com a regulagem do setor de personalidade”.

“Foram constados alguns problemas nos componentes de alimentação de crianças nascidas entre os anos de 2003 e 2004, pois muitas delas recusam terminantemente as refeições de sal e somente aceitam leite e outros alimentos fora dos horários habituais. Se o seu filho está apresentando estas características, leve-o à concessionária mais próxima para a troca gratuita do regulador de apetite”.

Na verdade, todos nós gostaríamos de fazer alguns ajustes em nossas próprias características, tanto no aspecto físico como no emocional. Mas como não existe nenhuma concessionária ali na esquina para realizar estas alterações, precisamos nos virar sozinhos, através de mudanças de atitudes e de comportamentos.

O mesmo é válido para os filhos. Para resolver alguns problemas, os pais devem reavaliar suas expectativas, reconhecer a individualidade de cada filho e atuar de forma consistente e coerente.

Na prática, as concessionárias somos nós mesmos.

Pesquisa: Lanches. Você prepara lanches para seus filhos ou ele come na escola?

2009-02-09-robot Já li várias opiniões sobre os prós e contras na questão de levar lanches a escola ou não?

Uns dizem que não é bom porque o lanche fica muito tempo armazenado, facilitando a proliferação de bactérias, outros são da opinião de que um lanche bem estruturado, por ser feito em casa com alimentos específicos, como frutas, pães e etc, isso sem levar em conta o fator econômico de se preparar o lanche em casa.

Eu mesmo em minhas caminhadas, aprendi que certos alimentos realmente não são bem vindos, como frios relacionados a carnes (presunto e salame) e frutas “moles” (mamão e banana) e verduras (alface, repolho), mas frutas como maçã, pães do tipo Italiano, queijos em pedaço não apresentaram maiores problemas

E você leitor, o que acha do assunto? Costuma preparar o lanche do seu filho em casa ou prefere optar pelo cardápio da escola?

Aproveite para conhecer os saquinhos de lanche em algodão, como o que ilustra esse  post, da Plum Creek Mercantile ou a versão nacional, da ChezCris. (por Levi Rodrigues)

Brincadeiras: Onde e como brincar com seus filhos?

por Levi Rodrigues

Recentemente a Luana, do blog Onde está Oli, promoveu o  Concurso – Onde e como brincar com o seu filho(a)? em parceria com vários outros blogs.

Brincadeira de Criança

Diversas respostas abordaram o tema, umas dizendo que os pais não sabem mais brincar, eu mencionei a falta de espaços ao ar livre para a criançada, mas acabou ganhando a resposta da Ana Paula, dizendo que criança brinca em qualquer lugar, basta um pouco de criatividade.

Dá pra brincar na cozinha, misturando as frutas p/ fazer um suquinho; dá pra brincar na lavanderia, arremessando as roupas sujas na máquina de lavar; dá pra brincar no quarto, fazendo cabaninha, escondendo-se debaixo da cama; dá pra brincar no banheiro, na hora do banho ou escovando os dentes.

Fiquei “digerindo” essa resposta por vários dias e cheguei a mesma conclusão que a Ana Paula.

Eu mesmo lembro ter inventado que também podia ser um herói, igual ao  do filme que tinha assistido e também me diverti muito com meus carrinhos e brinquedos, dentro de um pequeno apartamento em São Paulo.

Mas a falta de espaço cobrou seu preço. Porque também não me lembro de de brincadeiras de correr, de aventuras e outras descobertas fora da quadra onde morava quando criança.

A conclusão que cheguei é: Criança realmente brinca em qualquer lugar, mas à partir dos 4 ou 5 anos precisará de espaços maiores para dar conta da energia e da criatividade, caso contrário teremos brincadeiras com pouca ou nenhuma qualidade.

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