Kit de sobrevivência para pais

Quando se tem um bebê nos damos conta que um simples passeio à rua pode ser uma tremenda “roubada”, se não cuidarmos de certos detalhes antes do passeio.

Certa sexta feira resolvi fazer um passeio entre pai e filho (mesmo que meu filho não soubesse disso, ainda assim era um passeio de homens), e lá fomos nós saindo do ABC para o bairro do Morumbi, porém não tinha contado com o trânsito de São Paulo e após quase duas horas de “passeio” de carro, o Thomas passou a dar sinais que aquilo não estava lá muito legal.

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Assim que percebi, tratei de pensar em como não transformar aquilo em um desastre por completo. A primeira coisa que me veio, era que tinha poucas doses para as mamadeiras e apenas uma troca de roupa e nenhuma criatividade do que fazer, caso ele começasse a chorar.

Finalmente, resolvi ir à uma padaria, distrair o garoto e comer um pedaço de pizza em conjunto e depois voltar para casa, já que dali não teria mais pique para ir há lugar algum e antes que o pior pudesse acontecer.

O fato é: Não dá para sair de casa sem estar preparado para o pior, então sugiro uma lista de itens para levar na mochila (isso mesmo! Papais usam mochilas e não bolsinhas a tira-colo como a mamães), afim de evitar riscos desnecessários.

  • Fradas de acordo com o tempo que estiver fora.
  • Mamadeiras de água e leite.
  • Doses para as mamadas, incluindo aí se seu filho for mais velho, papinhas, frutas, bolachas, etc..
  • 01 troca de roupa, incluindo uma camiseta para o papai, porque se ele precisar vomitar, será com você que isso vai acontecer!
  • Kit higiênico para limpar o bumbum sujo do seu bebê.
  • Um saquinho de lixo ou aqueles para absorvente feminino, para o caso de precisar trocar o bebê em local publico e não ter onde jogar a fralda suja e mal cheirosa.
  • Trocador para apoiar o bebê e não sujar tudo por baixo (serve aqueles fininhos que vem nas bolsas)
  • Alguns pequenos brinquedos para distrair o filhote caso vá se encontrar com alguém mais de velho do a idade de seu filho.
  • 01 revista ou livro (leve, porque vai na mesma mochila) para as horas de tédio, ou seja,quando ele dorme e você não pode ir à lugar algum.
  • O principal: Bom humor e dedicação. Aproveite para aprender umas musiquinhas ou histórias, isso sempre prende à atenção das crianças e pode ajudar em caso de “emergências”.

Com um kit desse, pode ter certeza que boa parte dos passeios entre pais e filhos serão sucesso. Aproveite para comentar o que costuma levar nas saídas urbanas com seus filhotes. – por Levi Rodrigues

Caminhada com crianças: Com quanto anos começar?

Caminhar com crianças já é uma baita aventura, mas sempre me perguntam: Qual a melhor idade para começar a fazer caminhadas de aventura com crianças?

Geralmente quando me perguntam isso, ou é porque a pessoa quer fazer caminhadas maiores do que o indicado,  como trilhas em parques e montanhas ou porque já fez e não teve uma experiência agradável em caminhadas, o fato é, nenhuma das duas opções são as melhores  formas de se começar a fazer caminhada.

Minha resposta para essa pergunta é simples: Para onde você quer ir?

Isso porque fazer caminhadas de aventura com crianças, não necessariamente precisa ser uma com um alto nível de dificuldades, temos inúmeros exemplos de aventura próximas de São Paulo que não passam de 2 ou 3 km de distancia e sem quase nenhum desnível e que pode proporcionar “aventuras“ dignas para a maioria das crianças e adolescentes, um exemplo é a região de Alphaville, Santana de Parnaíba e Aldeia da Serra com suas inúmeras ladeiras, parques e passeios em meio ao verde da região.

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Faça do seu um filho um aventureiro:

  • Como preparar a criança para caminhada? Se você (como eu) acha importante que seu filho tenha uma vida com atividades ao “ar livre” comece explorando – a pé – seu próprio bairro. Vá até o parque a pé, passeei de bicicleta, descubra seu bairro e suas as árvores, pássaros, insetos e formigas que vivem seu redor, enfim, crie aventuras próximas de casa para que a criança vá se habituando e desenvolvendo a curiosidade e resistência física para outras aventuras.
  • O que levar? Em geral, não precisa levar nada. Se a criança é muito pequena leve os apetrechos básicos, um pouco de brinquedo para distrair, mas a idéia central é que acriança possa sentir prazer em caminhar ao lado dos pais, nem que seja para dar uma volta dentro do parque.
  • O que fazer? Na seção Diversão para a garotada há diversas de dicas de brincadeiras e atividades, mas vele desde observar os pássaros, tentar descobrir para onde vão as formigas, até (no caso de crianças maiores) o que tem do outro lado do parque, dá montanha, ou do lago, o importante é perceber o interesse da criança e criar desafios compatíveis com sua idade e resistência física.
  • Finalmente, com que idade começar? Pode parecer simples a pergunta, mas não é, porque depende muito do perfil de “segurança” dos pais e do modo de criação, mas nosso filho fez sua primeira viagem aos 12 dias e sua primeira caminhada aos 8 meses (a bordo de canguru, é claro) , mas podemos dizer que desde que nasceu já fazia aventuras, mesmo que dentro do seu carrinho de bebê.

Essa questão de segurança é um assunto muito discutido entre pais e especialistas, já que não há como definir o que é seguro e bom para todos, pois cada família tem sua forma de ver, vivenciar e definir o que é seguro.

O que podemos definir é que o bom senso é a forma mais segura de introduzir as crianças em caminhadas, mas a regra geral é a seguinte:

  1. De 0 à 4 anos: Caminhas dentro de parques urbanos, no bairro em que mora, sítios, fazendas, sempre acompanhadas bem de perto pelos pais.
  2. De 4 à 8 anos: Acantonamentos e caminhadas maiores dentro de parques como o Ibirapuera, Cantareira (SP), a Tijuca, Urca (RJ), e outras pequenas aventuras em áreas verdes.
  3. De 8 à 12 anos: Trilhas de um dia (5km) já são possíveis e acampamentos de final de semana são os mais indicados.
  4. De 12 à 15 anos: Caminhadas médias (10km) e pequenas competições, escalada outros esportes “ao ar livre”.
  5. De 15 à adulto: Agora ninguém segura mais essa turma, pois possuem resistência física, determinação e um espírito desbravador típico da idade, nesse período o mais importante é o desenvolvimento das noções de segurança, para evitar acidentes mais graves.

image_thumb[8] Um caso interessante é o do garoto americano Jordan Romeiro, que se tornou a pessoa mais jovem a fazer o cume do Aconcágua (caminhada em alta montanha pesada até para pessoas bem experientes) e a disputar a corrida (contra quem é outra história) para conquistar os 7 cumes mais alto do mundo, entre eles o Everest. Jordan diz que o incentivo dos pais foi fundamental para conquistar as montanhas e passar a gostar dessa modalidade de alpinismo. – por Levi Rodrigues

Cadeirinhas para crianças: Como escolher

Assunto é pouco polêmico e podemos encontrar bons argumentos à favor ou não do uso das cadeirinhas (após os dois anos de idade), o consenso é que devemos usa-lá sim, mas como veremos abaixo há duas linhas bem distintas sobre seu uso.

No blog Gravidez e Maternidade, da Flávia Oliveira, podemos encontrar um bom comparativo sobre os tipos de cadeirinhas disponíveis, que reproduzo abaixo com  uma pergunta bem interessante:

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Só idade conta (para mudança de tipo de assento)? Tamanho e peso não?

(falando sobre a obrigatoriedade do selo do Inmetro nas cadeirinhas e o uso em todos os veículos com crianças à partir de 2010)

Na verdade a informação do outro post é o que consta no Código Nacional de Trânsito, mas é lógico que não faz o menor sentido ser em função da idade, já que algumas crianças são totalmente fora dos padrões.

Aliás, queria saber como eles vão saber a idade da criança, a gente vai ter que andar com documento da criança depois que ela passar dos 7 anos e meio para mostrar que não precisa mais do booster?

No site da ONG Criança Segura tem o Guia da Cadeirinha que diz assim:

 
Tipo de assento Bebê conforto ou conversível Cadeira de segurança Assento de elevação ou “booster” Cinto de segurança de três pontos
Peso e idade Desde o nascimento até 9 ou 13 Kg, conforme recomendação do fabricante, ou até 1 ano de idade De 9 a 18 Kg, aproximadamente de 1 a 4 anos de idade. De 18 até 36 Kg, aproximadamente de 4 a 10 anos de idade. Acima de 36 Kg e no mínimo 1,45m de altura – aproximadamente 10 anos de idade
Posição Voltada para o vidro traseiro, com leve inclinação,
conforme instruções do fabricante, de costas para o movimento, sempre no banco de trás.
Voltada para frente, na posição vertical, no banco de trás. No banco traseiro com cinto de três pontos. Até 10 anos de idade, no banco traseiro do carro,
com cinto de três pontos.
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O outro lado da discussão, pode ser encontrado no blog Criando Crianças, de Denise Carceroni e que traz a discussão levantada por Steven Levitt, autor de Freakonomics, questionou a necessidade do uso dessas cadeirinhas em crianças maiores de dois anos com base em dados de acidentes.

Ele mostra que o uso da cadeirinha ou do cinto de segurança tem diferenças estatisticamente insignificantes nos acidentes fatais e também naqueles que acarretam apenas ferimentos.

A palestra está dividida em duas partes, a primeira você pode ver abaixo e outra está no post Vídeo: Cadeirinha para o carro não é tão segura quando dizem

Seguro Viagem: Uma proteção a mais quando estiver em viagem

Viajar de maneira segura é uma das principais responsabilidades – principalmente paterna – junto com medidas básicas de segurança, como revisar o carro, planejar a viajem antecipadamente ou verificar as condições dos meios de transporte que usaremos.

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Mas e no quesito saúde? Quando estamos viajando pelo Brasil não costumamos por 2 motivos:

  1. Porque já possuímos uma plano de saúde válido no Brasil (note que a maioria dos planos possuem hospitais próprios e rede credenciada apenas nas grandes cidades)
  2. Porque contamos que em cada pequena cidade há um posto de saúde para nos atender em uma emergência.

O fato é: Temos um seguro automotivo, alguns possuem seguro saúde, mas nenhuma escapatória quando a questão é a saúde da nossa família.

É importante colocar que nem sempre nosso plano de saúde cobre a região que estamos viajando e é cada vez mais normal adquirirmos planos de saúde regionais, ou seja, que atendem apenas na região que residimos (por exemplo São Paulo e  Grande ABC).

Note que não quero dizer que precisamos de um seguro saúde, além do plano convencional e sim temos que nos preocupar com questão antecipadamente visualizando rotas de escape em caso de emergência.

As principais causas de atendimento desse tipo, costumam ser:  pequenos acidentes, dores e problemas odontológicos. Veja agora algumas dicas sobre o assunto:

  • Veja no contrato do seu plano de saúde se eles cobrem consultas e internações quando realizadas fora da rede
  • Verifique se há cobertura para problemas Odontológicos
  • Faça um check-up em caso de viagens mais longas. Atenção: Os convênios médicos não são obrigados a  fazer esse tipo de exame, sendo necessário que um médico solicite os exames.
  • Na região em que estará há bons hospitais com ambulâncias para mover o paciente para outra cidade (caso precise)
  • Quando em pequenas caminhadas ou camping, qual a distancia até a estrada mais próxima e depois até a cidade.
  • Se o sistema de seu convênio médico for por reembolso, tenha uma reserva financeira para o caso de precisar usar.

Agora, quando tratamos de viagens internacionais, o custo de uma plano de saúde internacional costuma ser quase que impraticável e o seguro saúde por tempo determinado é a melhor opção.

Pesquisando as diversas opções de seguro no google, esolhi 3 que me parecessaram satisfatórias para analisar:

  1. GTA (Plano Bronze)
    Valor = R$ 249,00 (3 meses de Cobertura) – Cobertura básica, por evento, em torno de $ 6.000,00
  2. Assistência do Cartão American Express
    Valor = R$90,24, mais mensalidade de R$37,34 – Cobertura de gastos médicos até R$ 50.000,00 (em reais)
  3. Assistência Viagem Itaucard
    Valor = mensais de R$ 4,20 – Cobertura básica por evento em torno de $ 5.000,00.

Um detalhe. Na hora de contratar verifique o valor de cobertura, países cobertos e o que cobre, por exemplo: remédios, clinicas odontológicas e internações.

Depois disso, boa viagem – por Levi Rodrigues

Cadeirinhas de carro mais seguras

via: Criançada

Acabei de ler no G1 que a partir de agora, quem for comprar uma cadeirinha para transportar bebês ou crianças nos automóveis deverá procurar pelo selo do Inmetro para saber se ela é mesmo segura.

O selo do órgão indica para o consumidor a existência de um nível adequado de segurança, e que o produto está em conformidade com os requisitos técnicos. A obrigatoriedade tem como objetivo dar mais segurança, para pais e responsáveis, sobre a qualidade dos dispositivos de retenção para crianças.

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O selo do Inmetro é o primeiro passo para aumentar a segurança das crianças dentro dos carros. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), as crianças devem sentar no banco traseiro até os 10 anos de idade, e utilizar os dispositivos de retenção em veículos até os sete anos e meio. Isto, por enquanto, é uma recomendação.

O segundo passo é tornar obrigatório o uso da cadeirinha. Isto vai se tornar lei a partir do ano que vem. A obrigatoriedade da cadeirinha para crianças foi determinada na resolução 477 do Contran e começará a valer a partir de 9 de junho de 2010.
Segundo a organização Criança Segura, os riscos de morte diminuem em 71% quando as crianças estão em cadeiras de segurança. Os equipamentos também reduzem em até 69% a necessidade de hospitalização dos pequenos com até quatro anos de idade.

Ainda de acordo com a organização, os acidentes de trânsito são a principal causa de morte entre crianças de um a 14 anos no Brasil. Em 2006, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, 2.176 crianças morreram vítimas de acidentes de trânsito. Destas, 550 foram vítimas na condição de passageiros.

Antes da obrigatoriedade da certificação, alguns fabricantes de dispositivos de retenção aderiram ao selo do programa de certificação voluntária, resultado da parceria entre o Inmetro e o Instituto Brasileiro de Certificação e Qualificação (IQB), laboratório que realizava os testes de segurança.

Embora esses selos tenham sido expedidos, eles não serão mais válidos para a comercialização. No entanto, o consumidor que já adquiriu o produto com o antigo selo não corre risco, uma vez que, mesmo voluntário, ele atesta que o produto está dentro das normas de segurança.

Quedas: Como evitar que as crianças se machuquem

Crianças sofrem muitas quedas, seja porque são auto-confiantes demais ou por falta de atenção. Em hospitais e prontos socorros, quedas significam boa parte das consultas dos médicos, normalmente causadas por tropeços em objetos dentro de casa ou na rua, quedas de locais mais altos como pedras, cadeiras e mesas e trombadas.

A maioria das quedas e pancadas, em geral, não causam grandes danos, no máximo um “galo” ou hematoma, contudo temos que estar atentos a essa análise para não julgarmos erroneamente um acidente grave como uma pequena queda.

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Na verdade, a decisão de levar ao médico ou não, depende de alguns fatores. Recomenda-se avaliar os seguintes fatos:

  • Quedas de altura: Foi muito alto. Qual foi a posição da criança ao cair e quais os pontos de impacto. Se considerar que a altura é alta o suficiente para causar um dano maior, é melhor ir para o pronto socorro.
  • Dor: Pais geralmente conhecem o choro do filho, se é de manhã, susto ou dor efetivamente. Essa primeira analise é muito importante para identificar a gravidade da queda e suas conseqüências, já que a criança tende a chorar mais pelo susto do impacto do que pela dor. Caso perceba que a dor é verdadeira, cuidado ao tocar na criança procure identificar uma possível fratura antes de mover a criança.
  • Vômitos: Às vezes, o vômito é causado pelo excesso de choro. Mas se crianças vomitar mais de uma vez, procure seu médico ou pediatra.
  • Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar. Após uma queda ou batida, mesmo que na cabeça, as crianças são muitas vezes levadas a dormir por conta do susto ou pela irritação. Evite essa prática durante a primeira hora. Note que em geral, se não houver danos maiores ou outros sintomas a sono pode ajudar a criança a se recuperar do susto.  Contudo, recomenda-se acordá-la de vez quando (a cada 2 horas, por exemplo) para ver se está tudo bem.
  • Desorientação, confusão ou perda de consciência: Em qualquer um dos casos recomenda-se levar a criança ao pronto socorro imediatamente.
  • Perda de sangue ou de fluídos pelos ouvidos ou narinas. Impactos no nariz podem ocasionalmente causar um pequeno sangramento (use um saco em gelo para estancar o sangramento), mas se ele persistir ou sair pus e outros fluidos também demonstram um dano maior. Procure seu medico urgente.

Mas a dica principal é: Tenha bom senso. Se você está em dúvida quanto às consequências da queda, vá ao médico para ter certeza que está tudo bem com seu filhote.

Como sempre, é melhor prevenir do que remediar. É muito importante não deixar a criança sozinha e mais importante ainda é ensiná-la como agir nas mais diferentes situações.

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Em casa: Cuidado com objetos pontudos, objetos espalhados pelo chão e que possam causar tropeços e quedas.

Em caminhadas e trilhas: Galhos de árvores, pedras, murinhos, água e lama são os principais motivos de queda. Esteja atenta a criança. Ensine-a a pisar firmemente em pedras, utilizando a palma do pé inteira (e não somente a ponte dos pés como costumam fazer). Ao subir em pedras utilize as duas mãos. Cuidado com o centro de equilíbrio quando estiver em cima de troncos de árvores, muros ou pedras.

Outras dicas sobre aventura segura podem ser encontradas nas seguintes tags do blog: Aventura Segura (por Levi Rodrigues)

Chapéu do Bispo, MG: A primeira caminhada a gente nunca esquece

A primeira vez que nosso filho fez uma caminhada, tinha 6 meses e subiu o “Chapéu do Bispo” (2.030m), em Monte Verde, MG.

Usei um canguru leve, fácil de manusear e confortável para o bebê. A princípio pensei em dividir o peso com minha cunhada, pois achei que não conseguiria “carregando 8 kg”. Engano meu, pois subi com tranqüilidade.

Fomos em três adultos num passeio tipo “família”. Fiz a opção por uma trilha que faço desde que tinha 7 anos. É uma caminhada de 40’, com um desnível bem forte, algo em torno de 700m, mas que proporciona um visual belíssimo para a cidade, momentos prazerosos ao ar livre  em contato com a natureza.

Caminhada - Chapéu do bispo

Como era a primeira vez que fazíamos uma trilha com bebê, decidimos sair cedo para não pegar muito sol na subida. Não tivemos pressa, fizemos várias paradas para beber água, apreciar as árvores (o filhote tem paixão por árvores balançando com o vento e vibrou muito o trajeto inteiro) e para descansar. Acabamos levando 1:15h para chegar ao cume.

Quando estávamos no último trecho do caminho o bebê até dormiu, já cansado de tanto gritar e sacolejar a cada vez que uma brisa batia nas folhas e essas balançavam.

Assim que chegamos ao topo ele acordou, então aproveitei para colocá-lo sentadinho nas pedras e tomar um leite que preparei na hora.

Achei muito interessante a reação das pessoas que também faziam a caminhada quando chegando ao topo e viam um bebê todo eufórico, brincando e rindo para todos; percebi que uns achavam que era um certo absurdo levar uma criança àquele local, já outros se sentiram incentivados a fazer o mesmo.

Foi uma aventura bem tranqüila e divertida, tanto para nós como para o Thomas (meu filho). Não tivemos nenhum problema e voltamos com gostinho de quero mais. Ao todo levamos 4 horas, pois passamos um bom período aproveitando a vista e brincando com o bebê lá em cima.

Deixo algumas dicas que foram de grande ajuda para quem assim como eu, quer ter umas horinhas livre da agitação, sem poluição e com um visual maravilhoso.

O que levar na na mochila? Montei uma mochila pequena, apenas com o essencial para o período que estaríamos fora. Coloquei:

  • Uma fralda boa (para não correr o risco de precisar de mais)
  • 4 lenços umedecidos (embalados em um saquinho)
  • 1 saquinho para descartar a fralda utilizada
  • 1 chuquinha com água (nessa fase já é importante que a criança beba água para não desidratar)
  • 1 mamadeira com água e um saquinho com a quantidade exata do leite para preparar quando for necessário
  • 1 pano de boca

CanguruComo levar o bebê? A melhor opção é o Canguru. Na ocasião utilizei um canguru simples, mas confortável. É muito importante que esse acessório seja confortável tanto para quem carrega como para o bebê, pois como o bebê ficará nele por um tempo considerável pode machucar a perninha e tornar o passeio desagradável.

O modelo da Infantino (Confort Rider) disponível em nossa loja é o ideal para pequenas caminhadas, por ser leve, macio e bem confortável tanto para quem carrega o bebê como para o próprio.

Uma coisa que nos chamou a atenção nesse modelo foi o sistema de alças (a) que são largas e facilmente reguláveis e os ajustes laterais (c) que permitem deixar o bebê preso, mas não apertado e bem seguro e ainda vem com um pequeno babador (b) fixo ao canguru.

Para os Adultos: Não esqueça de levar água e alguma guloseima, pois se andando sozinho já dá fome e sede, imagina carregando um “pesinho extra”.

Verifique também antes de fazer a trilha se há alguma fonte de água no caminho, isso ajuda a diminuir o peso, e quanto as guloseimas, um pacotinho de bala de goma, um saquinho de amendoim, fruta seca ou ainda biscoito de polvilho já é o suficiente. (por Cris Diacov)

O que fazer quando a criança engasga?

O que fazer quando uma criança engasga é um tema um pouco polemico, tendo lido varias opiniões diferentes sobre o assunto. Montanhistas em geral tem certa preocupação com o tema “primeiros socorros”, isso porque, por primeiros socorros entendemos como um conjunto de normas e princípios a serem usados em situações de emergência e quando se trata de nossos filhos a preocupação aumenta ainda  mais.

Pais de primeira viagem (como eu!) costumam se assustar muito quando a criança engasga, o que é natural, pois ver a reação da criança tentando respirar (e não conseguir) é algo extremamente angustiante.

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Depois de certo tempo, podemos ver que a própria criança aprende a lidar com a situação e na maioria das vezes desengasga sozinha.

Mas estar preparado para situações  emergênciais é uma obrigação de todos os pais.

Por experiência própria, reproduzo duas dicas que são essências para esses momentos como esses:

  • Esteja psicologicamente pronto para agir, se for preciso.
  • Evite o engasgo da criança, fornecendo alimentos corretos a idade e retirando objetos que possam favorecer o engasgo.

Reproduzo abaixo, parte do artigo O que fazer quando a criança engasga que encontrei no ótimo site Baby Center Brasil .

Primeira coisa a fazer: avalie rápido a situação:

  • Se o bebê não consegue chorar nem tossir, as vias aéreas podem estar fechadas, e você vai precisar ajudá-lo a voltar a respirar. Ele pode estar fazendo ruídos estranhos ou abrindo a boca sem emitir nenhum som. A pele pode começar a ficar muito vermelha, azulada ou arroxeada.
  • Se o bebê estiver tossindo ou com ânsia de vômito, é boa notícia: as vias aéreas não estão totalmente bloqueadas. Deixe seu filho tossir. Tossir é o método mais eficaz de desimpedir as vias aéreas.
  • Não tente retirar o objeto com suas mãos, a menos que você consiga vê-lo ao abrir a boca da criança.
  • Caso o bebê não consiga se desengasgar, grite e peça ajuda a alguém para levá-los ao pronto-socorro, e comece a fazer as tentativas de desengasgo (ver abaixo). Se estiver sozinha em casa com o bebê, tente desengasgá-lo por dois minutos e então telefone para alguém para pedir ajuda.
  • Se seu filho parece estar engasgado mas você não viu se ele colocou alguma coisa na boca, e ele não estava comendo, leve-o ao hospital imediatamente. Ele pode estar com uma reação alérgica a algum alimento ou uma picada de inseto, por exemplo, ou com alguma infecção, como a laringite.

Segunda coisa a fazer: batidas nas costas e compressões no peito

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Se você acha que seu filho está mesmo com alguma coisa presa na garganta, sente-se e o coloque de barriga para baixo sobre suas coxas, com a cabeça voltada para os seus joelhos. Segure-o por baixo, mantendo o antebraço sob a barriga dele e usando sua mão para sustentar a cabeça e o pescoço.

Deixe que a cabeça do bebê fique mais baixa que o resto do corpo. Com a outra mão, dê cinco tapas firmes, mas não com muita força, nas costas da criança, entre as omoplatas.

Em seguida, coloque essa mão livre na cabeça do bebê, com o antebraço sobre as costas dela, e vire-a devagar, ainda mantendo a cabeça mais baixa que o corpo, na mesma posição, no seu colo.

Continue segurando, para dar início às compressões no peito.

Imagine uma linha ligando os dois mamilos do bebê e posicione dois ou três dedos, juntos, um pouco abaixo dessa linha, no centro do tórax dele. Faça uma pressão rápida, para que o peito afunde cerca de 2 cm, e deixe que ele volte à posição normal. Repita cinco vezes, sem movimentos muito bruscos.

Continue alternando os cinco tapas nas costas e as cinco pressões no peito até que o objeto seja eliminado, ou que o bebê comece a tossir. Se ele começar a tossir, deixe que ele elimine o objeto sozinho.
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Se o bebê desmaiar, será necessário fazer respiração boca-a-boca. Coloque-o sobre uma superfície firme e incline a cabeça dele para trás, erguendo um pouco o queixo, para abrir as vias aéreas.

Dependendo do tamanho do bebê e de quem faz a respiração, pode-se colocar a boca sobre o nariz e a boca do bebê ao mesmo tempo e soprar, ou então cobrir só a boca do bebê e tampar o nariz dele com as mãos.

Procure selar sua boca na dele para que o ar não escape, e sopre com vigor. O ideal é que você sinta o peito da criança inchar com o ar lançado para os pulmões dela. Deixe o peito voltar à posição normal e sopre de novo. Mesmo que o peito do bebê não se encha, continue fazendo a respiração.
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Alterne duas respirações e 30 compressões rápidas no peito (ao ritmo de 100 compressões por minuto), com os dedos no centro do tórax, até chegar ao pronto-socorro ou conseguir ajuda especializada. Durante a operação, abra a boca do bebê para ver se consegue enxergar o objeto. Se conseguir, retire-o com os dedos.

Mesmo que o bebê se recupere completamente do episódio, leve-o ao médico no mesmo dia.

Continue lendo o texto: O que fazer quando a criança engasga no site Baby Center Brasil . (por Levi Rodrigues)

Como Ensinar seu Filho a Andar de Bicicleta: Rodinhas

Um dos temas mais procurados aqui o blog é relativo a dois post que escrevi no ano passado, o Como Ensinar seu Filho a Andar de Bicicleta e Bicicletas: Aprendendo e Ensinando em 10 Dicas., que abordam o tema “Como ensinar à andar de bicicleta”.

Recentemente achei outra dica bem legal no Empirical Empire sobre como ensinar a criança à a andar de bicicleta sem as rodinhas e melhor ainda – sem causar maior estresse.

A técnica consiste em alterar o ângulo das rodinhas (os apoios laterais) de forma gradual e conforme o desenvolvimento da criança, até que naturalmente a criança sinta confiança em andar sem o apoio lateral.

Vamos as dicas:

Bicicletas - Rodinha 1.

Bicicletas - Rodinha 1  Bicicletas - Rodinha 3Bicicletas - Rodinha 2

Crédito das fotos: Rodrigo Stulzer

Veja na primeira foto como a rodinha está a 90º. Conforme o desempenho da criança e motivação dos pais, podemos ir alterando o ângulo da rodinha (foto 2 e 3) até que a criança passe a andar sem encostar a rodinha no chão (foto 4), desenvolvendo o equilíbrio e a auto confiança de forma natural.

>> Leia mais detalhes sobre a técnica em “Como Ensinar Seu Filho a Andar de Bicicleta Sem Rodinhas.”, Empirical Empire.

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