Crianças sofrem muitas quedas, seja porque são auto-confiantes demais ou por falta de atenção. Em hospitais e prontos socorros, quedas significam boa parte das consultas dos médicos, normalmente causadas por tropeços em objetos dentro de casa ou na rua, quedas de locais mais altos como pedras, cadeiras e mesas e trombadas.
A maioria das quedas e pancadas, em geral, não causam grandes danos, no máximo um “galo” ou hematoma, contudo temos que estar atentos a essa análise para não julgarmos erroneamente um acidente grave como uma pequena queda.
Na verdade, a decisão de levar ao médico ou não, depende de alguns fatores. Recomenda-se avaliar os seguintes fatos:
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Quedas de altura: Foi muito alto. Qual foi a posição da criança ao cair e quais os pontos de impacto. Se considerar que a altura é alta o suficiente para causar um dano maior, é melhor ir para o pronto socorro.
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Dor: Pais geralmente conhecem o choro do filho, se é de manhã, susto ou dor efetivamente. Essa primeira analise é muito importante para identificar a gravidade da queda e suas conseqüências, já que a criança tende a chorar mais pelo susto do impacto do que pela dor. Caso perceba que a dor é verdadeira, cuidado ao tocar na criança procure identificar uma possível fratura antes de mover a criança.
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Vômitos: Às vezes, o vômito é causado pelo excesso de choro. Mas se crianças vomitar mais de uma vez, procure seu médico ou pediatra.
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Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar. Após uma queda ou batida, mesmo que na cabeça, as crianças são muitas vezes levadas a dormir por conta do susto ou pela irritação. Evite essa prática durante a primeira hora. Note que em geral, se não houver danos maiores ou outros sintomas a sono pode ajudar a criança a se recuperar do susto. Contudo, recomenda-se acordá-la de vez quando (a cada 2 horas, por exemplo) para ver se está tudo bem.
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Desorientação, confusão ou perda de consciência: Em qualquer um dos casos recomenda-se levar a criança ao pronto socorro imediatamente.
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Perda de sangue ou de fluídos pelos ouvidos ou narinas. Impactos no nariz podem ocasionalmente causar um pequeno sangramento (use um saco em gelo para estancar o sangramento), mas se ele persistir ou sair pus e outros fluidos também demonstram um dano maior. Procure seu medico urgente.
Mas a dica principal é: Tenha bom senso. Se você está em dúvida quanto às consequências da queda, vá ao médico para ter certeza que está tudo bem com seu filhote.
Como sempre, é melhor prevenir do que remediar. É muito importante não deixar a criança sozinha e mais importante ainda é ensiná-la como agir nas mais diferentes situações.
Em casa: Cuidado com objetos pontudos, objetos espalhados pelo chão e que possam causar tropeços e quedas.
Em caminhadas e trilhas: Galhos de árvores, pedras, murinhos, água e lama são os principais motivos de queda. Esteja atenta a criança. Ensine-a a pisar firmemente em pedras, utilizando a palma do pé inteira (e não somente a ponte dos pés como costumam fazer). Ao subir em pedras utilize as duas mãos. Cuidado com o centro de equilíbrio quando estiver em cima de troncos de árvores, muros ou pedras.
Outras dicas sobre aventura segura podem ser encontradas nas seguintes tags do blog: Aventura Segura (por Levi Rodrigues)




2 Comentários
Olá,
é realmente difícil lidar com isso. Pois, faz parte do desenvolvimento da criança sua experiência com o espaço, objetos e até quedas.
Tem um artigo que diz: “Um dos trabalhos mais difíceis dos pais é estabelecer limites razoáveis para seus filhos. Logo no primeiro ano, por exemplo, você define alguns limites, não deixando sua criança colocar os dedos na tomada. Você pode evitar alguns conflitos em potencial alterando o ambiente de forma que você não tenha que se preocupar com a criança se machucando, quebrando um vaso caro ou comendo uma planta venenosa. Adaptar os ambientes mais ocupados pela criança permite que ela explore com segurança muitos objetos interessantes e diferentes…” (http://saude.hsw.uol.com.br/compreendendo-como-as-criancas-amadurecem8.htm).
Parabéns pelo texto.
Abraços,
Clarissa
Oi, Clarissa.
Mais uma vez, obrigado por participar. Penso que o desenvolvimento emocional e afetivo é espelhado no comportamento dos pais em relação as atitudes dos filhos, contudo limites sejam eles por cuidado ou para expandir mais as atividades das crianças, devem ser colocados de forma clara e direta, para que a criança perceba que isso ela não pode e aquilo ela pode ir mais.
É claro que muito disso vou aprendendo aqui em casa com o Thomas, mas gostei muito do link que enviou. Não conhecia.
Abs
LEvi Rodrigues
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