vi na BBCBrasil
Essa questão do impacto das fraldas descartáveis no meio ambiente é uma questão que me incomoda muito, principalmente no contexto social.
Digo social porque o ser humano se desenvolveu de maneira nunca vista na história da humanidade nesses últimos 100 anos e uma das principais vantagens da tecnologia que criamos é a facilidade de minimizar o trabalho feito no dia a dia automatizando ou adquirindo produtos ou serviços, que o façam.
Claro que tudo isso tem seu preço e quem paga é o meio ambiente, mas então o que fazer? Voltar a usar fraldas de pano em vez de fraldas descartáveis, como pede o Greenpeace.
Isso seria o equivalente a deixar de usar o computador, porque ele consome energia elétrica (mesmo que pouca) mas vi uma solução interessante ao ler uma matéria na BBCBrasil, dizendo que criaram uma forma de reciclar as inúmeras (e mal cheirosas) fraldas que são descartadas no lixo, através de usinas de processamento que utilizariam o metano extraído das fraldas para produzir energia.
Note que esse tipo de idéia (ou tecnologia) dificilmente chegaria ao Brasil, mas pelo menos existe uma solução em algum lugar.
Segue a matéria:
Várias cidades britânicas poderão adotar um esquema para reciclar milhares de toneladas de fraldas descartáveis usadas, transformando-as em produtos que vão de telhas a capacetes para ciclistas.
Metano extraído as fraldas é transformado em gás, usado para a geração de energia.
A primeira usina, em Birmigham, deverá entrar em operações em meados de 2010, e estão em discussão planos para outras instalações do tipo nas cidades de Manchester, Liverpool e Londres até 2014.
A usina de Birmigham, que custa o equivalente a US$ 17 milhões, deverá processar 36 mil toneladas de fraldas descartáveis por ano, de acordo com sua operadora, a empresa canadense Knowaste.
As fraldas contém plásticos, fibras, celulose e polímeros absorventes e, de cada tonelada de fraldas reciclada, podem ser extraídos 400 quilos de celulose e 145 metros cúbicos de gás, segundo a Knowaste.
Os bebês usam em média mais de 3,6 mil fraldas até que aprendem a usar o banheiro. Estima-se que um total de 800 mil toneladas de fraldas por ano – usadas por bebês e pessoas com incontinência – acabam em aterros sanitários na Grã-Bretanha.
Nesses locais, as fraldas podem levar até 500 anos para se decompor, segundo a Knowaste.
A empresa ressalta que os produtos criados a partir da reciclagem são seguros de usar. As fraldas que entrarem na usina serão retalhadas e lavadas. A polpa resultante será tratada quimicamente para que sejam desativados o gel absorvente e para a remoção do plástico.
A Knowaste já abriu usinas semelhantes no Canadá e na Holanda.




2 Comentários
Uma pena não termos isso no nosso pais,sem duvida uma ideia maravilhosa…agora o uqe mais me deixa triste é a falta de consciencia das pessoas..cansei de ver fralda suja jogada na areia da praia e até em estacionamento!!!! meu deus, onde está a educação das pessoas???
Oi, Ana.
Tem razão. Pior do que a falta de consciência ambiental é falta de educação mesmo..
Abs
Levi Rodrigues
Deixe um comentário