A Hora do Planeta em estilo mirim

via: Mãe com Filhos

Neste sábado, das 20h30 às 21h30 será realizado o maior movimento mundial em prol da preservação do nosso planeta. Mais de 1500 cidades em todo o mundo participarão apagando as luzes dos seus principais monumentos conforme mencionei no post “Dia 28 de março – A Hora do Planeta“.

Este é um movimento de conscientização proposto pela WWF – Brasil que vem incansavelmente conscientizando o mundo para a preservação da nossa “casa maior” que é o nosso planeta. Em sua proposta inicial eles almejavam reunir cerca de 1000 cidades ao redor do mundo, e hoje já contam com mais de 1500 cidades engajadas ativamente no movimento.

A Organização Mundial do Movimento Escoteiro está mobilizando os escoteiros do mundo todo para que participem da Hora do Planeta. Este movimento conta com mais de 28 milhões de membros em 160 países. Nossos escoteiros participarão ativamente colocando em prática seu lema maior “sempre alerta”.

Nós, como mães/pais temos a obrigação de orientar nossos filhos sobre o consumo consciente da água, o uso responsável da energia, o respeito à fauna e a flora e acima de tudo, o respeito humano. Eles precisam crescer com a consciência de que têm que cuidar do nosso planeta, e este cuidar começa em casa com as pequenas atitudes como o fechar a torneira enquanto escova os dentes, não ficar brincando no banho com o chuveiro ligado, apagar as luzes quando não está no ambiente. Esta educação ambiental é absorvida pela criança principalmente pelo exemplo dado pelos pais.

Valores não se ensinam, é preciso vivencía-los

Acredito na urgência de se valorizar mais a educação do ser humano, preparando-o para o futuro, desde a primeira infância.

Dessa forma, para a construção de um mundo ecologicamente equilibrado, necessitamos de responsabilidade individual e coletiva. Sabemos que valores não se ensinam, é preciso vivenciá-los. A nós pais, cabe o papel de contribuir para que as crianças cresçam na vivência desses valores e não apenas na sua aceitação.

O meio em que vivemos é rico em possibilidades de exploração, por isso cabe a nós apresentar aos pequeninos como desfrutar da natureza sem destruí-la, sabendo que esta é a provedora de bens para a nossa sobrevivência.

Maes e Filhos

É importante lembrar que a criança constrói o seu viver a partir de valores vindos de sua família. A família é, por excelência, o suporte em que a criança tem para adquirir o respeito por si própria e pelo meio em que vive.

A criança adquire e desenvolve noções sobre a natureza à medida que interage com o mundo. Não é possível viver dentro de casa, ou de casa para a escola sem ter contato com a natureza e aprender a respeitá-la. É preciso participar muito da vida ao ar livre para que nossos filhos possam valorizar e respeitar a natureza.

Dohme diz em seu livro 2002 que, O ideal é que cada um assuma a responsabilidade com o lugar em que vive. Alguém que não se preocupa em manter em boas condições de higiene e organizado o local onde vive, trabalha ou estuda, dificilmente estará preocupado com as praias não serem limpas ou com a poluição do ar. Esse descaso poderá ter raízes pouco profundas e simplistas: a pessoa não adquiriu consciência dessa sua responsabilidade por não ter sido informada ou motivada.

Assim, a afetividade em relação à natureza é algo que precisa ser estimulado e depende muito do modo como cada um vê e sente o lugar que ocupa.

O primeiro passo é conscientizar nossas crianças de seu papel, para possam ser multiplicadoras de ações que expressem responsabilidades que cada um deve assumir no lugar em que vive.

Como podemos incentivar a curiosidade e interesse pela natureza com crianças de até os 3 anos de idade.

  • Explorar ambientes diferentes como parques, gramas, árvores, visuais
  • Mostrar a elas pequenos animais
  • Fazer pequenas trilhas onde ela possa sentir o ventinho mais frio ou mais forte
  • Explorar a areia da praia, a água do mar ou do riacho
  • Incentivando que ela vá jogar na lixeira do parque o papelzinho da bala ou do lanche que ela comeu

A vida ao ar livre, os passeios a parques, as caminhadas com a família, piqueniques, as barracas são sem dúvida momentos que contribuem para a formação de nossos filhos e sem dúvida é uma diversão bem gostosa! (por Cris Diacov)

Discutindo sustentabilidade com crianças

Ontem assisti ao vídeo “Sacolas Plásticas” postado no blog Ombusdmãe. O vídeo me impressionou muito, relembrando a idéia de que precisamos nos preocupar cada vez mais com a consciência ambiental de nossos filhos.

Sacolas Plásticas: Uma responsábilidade Sócio Ambiental de cada um.

Vídeos como esse reforçam a necessidade urgente de uma mudança em nossos hábitos, sejam eles, pequenas ações no dia-a-dia, como um banho mais demorado ou hábitos mais impactantes como a despreocupação no descarte de pneus, baterias ou a despreocupação no uso de sacolas plásticas para quase tudo o que compramos.

Sabemos das dificuldades de viver de maneira sustentável em grandes cidades, ainda mais quando se vive em uma megalópole como São Paulo.

Bebês e crianças aprendem principalmente com as ações e atitudes dos pais, portanto se um pai costuma jogar o lixo na rua, logo a criança fará o mesmo e terá a consciência que essa ação está correta.

Algumas atitudes podem ser assimiladas desde bebê. Aproveito o tema para listar 5 ações que favorecem a educação ambiental das crianças e  são adotadas em nossa casa.

  1. Na hora do Banho: Se o bebê vai tomar banho com o pai (ou a mamãe) no chuveiro, atente à duração do banho.
  2. Na educação: Lixo é lixo. Seja no carro ou em casa, o ato de ensinar a criança a jogar lixo no local correto é sempre uma festa. Crie jogos que incentive essa ação.
  3. Com os dejetos humanos: Nós optamos por usar as fraldas descartáveis tradicionais, mas sempre há um planejamento no consumo. Nosso filho costuma fazer cocô logo após as mamadas, com isso já ficamos atentos e aos primeiros “sinais” o colocamos em seu “troninho”. Nossa experiência tem sido muito satisfatória, pois com 8 meses e meio já está fazendo cocô naturalmente no vaso sanitário.
  4. Consumo consciente: Quando começamos a planejar o quarto e os demais objetos do Thomas, não nos incomodamos em comprá-los usados. Essa atitude resultou em uma considerável economia financeira na compra da poltrona de amamentação, brinquedos e outros objetos, além de reutilizar produtos já não utilizados por outras pessoas.
  5. Na alimentação: Minha esposa optou por usar o mínimo de alimentos industrializados possíveis,  a sopinha é feita em casa e armazenada em recipientes de vidro no freezer, proporcionando uma alimentação mais saudável e barata. Também preferimos incentivar o consumo de frutas e legumes desde que passou a ingerir alimentos mais sólidos (aos 6 meses). Essa atitude requer alimentos frescos que são comprados semanalmente e  utilizamos o mínimo de sacolas plásticas para o transporte. Compramos em feiras próximas a nossa residência.

animalssavetheplanet.com E já que estamos discutindo o tema Educação Ambiental, vídeos como o acima além de auxiliar na conscientização das crianças através de uma maneira divertida e acessível também permite que os pais discutam com as crianças a responsabilidade de seus atos, já que no filme, o ato coletivo de jogar fora as sacolas plásticas causa a morte do filhote de leão.

Outra boa opção são os pequenos vídeos da Animal Save the Planet. São vários temas abordados de maneira ‘clean’ e divertida. Já o site EcoKids dentro do portal UOL permite a interatividade das crianças com  tópicos como: Preserve os bichos, Receitinhas e Salve o planeta. (por Levi Rodrigues)

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