Valores não se ensinam, é preciso vivencía-los

Acredito na urgência de se valorizar mais a educação do ser humano, preparando-o para o futuro, desde a primeira infância.

Dessa forma, para a construção de um mundo ecologicamente equilibrado, necessitamos de responsabilidade individual e coletiva. Sabemos que valores não se ensinam, é preciso vivenciá-los. A nós pais, cabe o papel de contribuir para que as crianças cresçam na vivência desses valores e não apenas na sua aceitação.

O meio em que vivemos é rico em possibilidades de exploração, por isso cabe a nós apresentar aos pequeninos como desfrutar da natureza sem destruí-la, sabendo que esta é a provedora de bens para a nossa sobrevivência.

Maes e Filhos

É importante lembrar que a criança constrói o seu viver a partir de valores vindos de sua família. A família é, por excelência, o suporte em que a criança tem para adquirir o respeito por si própria e pelo meio em que vive.

A criança adquire e desenvolve noções sobre a natureza à medida que interage com o mundo. Não é possível viver dentro de casa, ou de casa para a escola sem ter contato com a natureza e aprender a respeitá-la. É preciso participar muito da vida ao ar livre para que nossos filhos possam valorizar e respeitar a natureza.

Dohme diz em seu livro 2002 que, O ideal é que cada um assuma a responsabilidade com o lugar em que vive. Alguém que não se preocupa em manter em boas condições de higiene e organizado o local onde vive, trabalha ou estuda, dificilmente estará preocupado com as praias não serem limpas ou com a poluição do ar. Esse descaso poderá ter raízes pouco profundas e simplistas: a pessoa não adquiriu consciência dessa sua responsabilidade por não ter sido informada ou motivada.

Assim, a afetividade em relação à natureza é algo que precisa ser estimulado e depende muito do modo como cada um vê e sente o lugar que ocupa.

O primeiro passo é conscientizar nossas crianças de seu papel, para possam ser multiplicadoras de ações que expressem responsabilidades que cada um deve assumir no lugar em que vive.

Como podemos incentivar a curiosidade e interesse pela natureza com crianças de até os 3 anos de idade.

  • Explorar ambientes diferentes como parques, gramas, árvores, visuais
  • Mostrar a elas pequenos animais
  • Fazer pequenas trilhas onde ela possa sentir o ventinho mais frio ou mais forte
  • Explorar a areia da praia, a água do mar ou do riacho
  • Incentivando que ela vá jogar na lixeira do parque o papelzinho da bala ou do lanche que ela comeu

A vida ao ar livre, os passeios a parques, as caminhadas com a família, piqueniques, as barracas são sem dúvida momentos que contribuem para a formação de nossos filhos e sem dúvida é uma diversão bem gostosa! (por Cris Diacov)

Estação Natureza em SP

ensp_fotoexterna Que tal passear pela natureza brasileira sem sair da cidade, no maior centro urbano do Brasil? A Estação Natureza São Paulo, inaugurada em 10 de fevereiro, possibilita essa viagem surpreendente. A exposição permanente criada pelo Boticário e pela Fundação O Boticário de Proteção à Natureza está instalada em cinco vagões de trem, distribuídos em 100 metros de trilhos na Estação Ciência da Universidade de São Paulo (USP).

Em cada um dos cinco vagões, os visitantes experimentam, de forma lúdica e educativa, a vivência da realidade de cada paisagem brasileira por meio dos sentidos. A visita inclui simulação de temperatura, cheiros, projeções de imagens, modelos de animais e plantas e painéis fotográficos. Em um dos vagões, por exemplo, o “passageiro” é surpreendido pelo ambiente seco da Caatinga e uma fragrância marcante, similar à que pode ser sentida na Floresta Atlântica. Em outro, é possível sentir o cheiro das florestas da Amazônia. Conhecendo um pouco mais sobre a Floresta com Araucária e o Pampa, o visitante também recebe dicas para contribuir com a proteção da natureza, em frases narradas por pessoas de diversas regiões do Brasil.

As Estações Natureza são exposições permanentes, criadas pela Fundação O Boticário em parceria com O Boticário, com o objetivo de sensibilizar a população para a educação ambiental e conservação da natureza. O projeto teve início em Curitiba (PR), expandiu-se para Corumbá (MS) e agora chegou a São Paulo.

Estação Natureza São Paulo

  • Inauguração: 10 de fevereiro – exposição permanente
  • Local: Estação Ciência
  • Endereço: Rua Guaicurus, 1394, Lapa (próximo ao Shopping da Lapa e Mercado Municipal da Lapa)
  • Horário de funcionamento: terça à sexta-feira, das 8h às 18h; sábados, domingos e feriados, das 9h às 18h. Fecha nos feriados de segunda-feira
  • Ingressos: R$ 2 (menores de 6 anos, maiores de 60 anos, portadores de necessidades especiais com um acompanhante, professores, comunidade USP não pagam). A entrada é gratuita no primeiro sábado e terceiro domingo de cada mês.

Mais informações: www.fundacaooboticario.com.br e www.eciencia.usp.br

Utilizando o Meio Ambiente no desenvolvimento da criança

O período de 8 à 14 meses tem grande importância para o desenvolvimento da criança, isso porque fundamentos educacionais básicos precisam ser desenvolvidos e estimulados nesse período.

A criança pode não aprender coisas muito complexas, mas precisa aprender pequenos detalhes que serão pré-requisitos para atividades mais elaboradas no futuro. São pedacinhos de experiências que se juntarão para formar um todo.

Uma criança dessa idade não vai aprender a fazer uma caminhada, ou a forma adequada de preservar a natureza, mas pode aprender a desfrutar desses momentos com alegria e entusiasmo, aprendendo a valorizar e desfrutar do que a natureza nos oferece.

Bebes e folhas

Nós pais, temos o dever de ajudar nossas crianças a aprender através de experiências adequadas a ter prazer, preservar e desfrutar dessa maravilha.

Os pais devem ter em mente três funções principais para se trabalhar com o pequenino:

  • Planejar as experiências para que estas possam enriquecer o mundo da criança;
  • Proteger, assistir e atender às suas necessidades;
  • Estabelecer limites, servindo como fonte de disciplina.

Trago como exemplo meu filho que hoje tem 8 meses. Como disse anteriormente ele gosta muito de plantas e em minha sala tem um vaso grande de lírio da paz. Ele está na fase de se arrastar e engatinhar pela sala, e como não podia ser diferente o que ele mais gosta de fazer é se aproximar do vaso e puxar as folhas.

Como não tem controle total de sua força logo estas são arrancadas. Todos os dias tenho que dizer que não pode puxar a plantinha. Observei outro dia ele se aproximando da planta e levando a mãozinha perto da folha e a trazendo de volta. Fez isso por várias vezes até que não conseguiu resistir e a pegou.

Como proporcionar então, momentos em que crianças tão pequenas possam ter contato (e nessa fase, o contato é mão e boca) com plantas:

  1. Leve seu filho para brincar na grama. São momentos onde podemos observar a reação de nossos filhos em relação texturas diferentes, antes não vividas por eles. Posso dizer que para nosso filho foi uma experiência rica, onde ele podia sentir a grama entre os dedinhos. Obs. Não deixe que ele fique sozinho, pois pode ingerir.
  2. Leve seu filho para tocar nas árvores. Nessa fase a criança já fica durinha e pode ser colocada de “cavalinho” no adulto. Segure-o de forma que ele possa tocar nas folhas de diferentes árvores proporcionando texturas diferentes, e aproveitando o aconchego do “cavalinho” do papai ou da mamãe.
  3. Faça um Piquenique. Porque não escolher um lugar como Pedra Bela (SP) para fazer um piquenique onde estes pequeninos possam sentir um ventinho mais forte, as pedras duras e rígidas e tantos outros “verdes” que ele possa descobrir.

Vivenciar com a criança estes momentos faz com que adquiram mais experiências principalmente a do toque que é tão importante nessa fase e pensando também no futuro como adultos mais conscientes  do seu papel. (por Cris Diacov)

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